Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A CARTA DE AMOR AO PRÓXIMO



A Carta pela Compaixão é um documento elaborado por personalidades religiosas de todo o mundo e transcende diferenças religiosas, ideológicas, políticas. Suportados pelos principais pensadores de muitas tradições, a Carta inspira o mundo a agir com base na compaixão, na necessidade de entender e amar o próximo. A ideia da elaboração e concretização deste documento partiu de Karen Armstrong (vencedora do prémio TED/2008), uma ex-freira católica que se tem dedicado ao estudo do judaísmo, islamismo, cristianismo. Recebeu já vários prémios por promover o entendimento entre as diversas religiões e, em 2005, foi convidada a integrar a Aliança das Civilizações, um projecto secundado pelas Nações Unidas, cujo objectivo era lançar pontes de diálogo entre o Ocidente e o mundo Islâmico.


"O princípio da compaixão é o cerne de todas as tradições religiosas, éticas e espirituais, lembrando-nos a tratar todos os outros da mesma maneira como gostaríamos de ser tratados. A compaixão impele-nos a trabalhar incessantemente com o intuito de aliviarmos o sofrimento do nosso próximo, o que inclui todas as criaturas, de nos destronarmos do centro do nosso mundo e, no lugar, colocar os outros, e de honrarmos a santidade inviolável de todo ser humano, tratando todas as pessoas, sem excepção, com absoluta justiça, equidade e respeito. É necessário também, tanto na vida pública como na vida privada, abstermo-nos, de forma consistente e empática, de infligir dor, agir ou falar de maneira violenta devido a maldade, chauvinismo ou interesse próprio a fim de depauperar, explorar ou negar direitos básicos a alguém e incitar o ódio ao denegrir os outros - mesmo os nossos inimigos - é uma negação da nossa humanidade em comum. Reconhecemos que falhamos na tentativa de viver de forma que se compadece e que alguns de nós até aumentaram a soma da miséria humana em nome da religião.


Portanto, bradamos a todos os homens e mulheres para se restaurar a compaixão ao centro da moralidade e da religião - a retornar ao antigo princípio de que é ilegítima qualquer interpretação das Escrituras que gere ódio, violência ou desprezo- garantir que os jovens recebam informações exactas e respeitosas em relação a outras tradições, religiões e culturas. Incentivar uma apreciação positiva da diversidade religiosa e cultural. Cultivar uma empatia bem informada pelo sofrimento de todos os seres humanos, mesmo daqueles considerados inimigos. É urgente que façamos da compaixão uma força clara, luminosa e dinâmica no nosso mundo polarizado. Com raízes numa determinação de princípios de transcender o egoísmo, a compaixão pode quebrar barreiras políticas, dogmáticas, ideológicas e religiosas. Nascida da nossa profunda interdependência, a compaixão é essencial para os relacionamentos humanos e para uma humanidade realizada. É o caminho para a iluminação e é indispensável para a criação de uma economia justa e de uma comunidade global pacífica."





A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano
(João Paulo II)

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