Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

domingo, 5 de dezembro de 2010

SAUDADES DE LINA LOPES


A última vez que me encontrei com a Lina, foi em Luanda. A tarde estava amena e convidava a um passeio calmo na orla da baía, frente à casa onde vivíamos. Éramos vizinhas e, por isso, frequentemente encontrávamo-nos. Ambas sabíamos que aquele passeio deveria ser dos últimos que habitualmente fazíamos para descontrair, já que tanto eu como ela e a filha (a imensa Vera Mónica. Uma actriz admirável) estávamos com projectos de mudança. A Lina era uma mulher encantadora, bonita, senhora de uma garra contagiante. Eu gostava, apreciava, a forma como ela enfrentava a vida. E era de uma simplicidade tocante. Nunca a vi puxar dos galões para anunciar... sou uma boa fadista. E era! Tinha tido uma carreira de grande nível ao lado dos maiores nomes da época. Admirava-a. Sempre gostei de pessoas bem formadas que se movimentam na vida com sólidos valores morais. A sua dedicação à filha, comovia. A sua Vera era tudo. Era o Sol, era o Mundo, era a Esperança. A vida moveu-se e cada uma foi para seu lado. Nunca mais vi a Lina, nem soube quando morreu. Fiquei triste e, ainda hoje, guardo na memória a doçura do seu sorriso e a grandeza da sua humanidade. Lina Lopes, deixou-nos a 6 de Dezembro de 2006. Para ela, um sorriso atirado ao Céu. Para a Vera Mónica, um abraço caloroso de admiração, amizade e conforto. Há partidas que nunca se preenchem, mas há maneiras de as entender e de não nos deixarem sós. Até sempre, Lina.



http://www.youtube.com/watch?v=va1y4tg_s_U



Não importa o tamanho da montanha, ela não pode tapar o sol
(provérbio chinês)

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