Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

terça-feira, 9 de junho de 2009

O PRÍNCIPE QUE MORREU SÓ E POBRE



10 de Junho de 1580 - Morreu ontem, na maior miséria, o autor de "Os Lusíadas", Luís Vaz de Camões (nasceu em 31 de Janeiro de 1512).


Abandonado por todos morreu num hospital da cidade e foi sepultado num coval aberto do lado de fora da Igreja de Santana. O seu único rendimento era a tença de 15 mil réis anuais, equivalente a uma reforma de soldado, que El-Rei lhe mandou pagar como recompensa pela publicação de "Os Lusíadas". Entretanto, a sua obra continua a ser admirada por todos. Além dessa publicação escreveu muitas redondilhas, sonetos, odes, canções, sextinas e éclogas que nunca foram impressas por o poeta não ter recursos materiais, mas estão a correr de mão em mão, em cópias manuscritas.


Passaram-se 429 anos e Camões que foi sepultado embrulhado numa mortalha dada por um mendigo é, na actualidade, considerado como o maior poeta de língua portuguesa (o Príncipe) e um dos maiores da Humanidade. O seu génio é comparável ao de Virgílio, Dante, Cervantes ou Shakespeare. Está sepultado no Mosteiro dos Jerónimos. Quando passar por lá peça-lhe perdão pela maneira como o Portugal de então o tratou. E, se chorar, não se envergonhe.


http://www.youtube.com/watch?v=hXX8vJXld1g



As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram...
(Os Lusíadas- Canto I)

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