Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

domingo, 29 de agosto de 2010

O ARCO-ÍRIS NÃO TEM PREÇO! NÃO SE COMPRA


Aquela podia ser mais uma manhã como outra qualquer, mas não foi! Um homem desce na estação do metro em Nova York, veste jeans, camisa larga e um boné. Encosta-se próximo da entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passava por ali, na hora do grande afluxo matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos que apressados só procuravam entrar nas carruagens. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, que executava peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, avaliado em mais de três milhões de dólares. Alguns dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de mil dólares. A experiência no metro, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres a andar rapidamente com o copo de café na mão, celular no ouvido, crachá no pescoço, indiferentes ao som do violino.


A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post, era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão é de que estamos acostumados a dar valor às coisas, quando estão num contexto. Bell, no metro, era uma obra de arte sem moldura. Um artefacto de luxo sem etiqueta de griffe. Este é mais um exemplo daquelas situações que acontecem nas nossas vidas, que são únicas, singulares e a que não damos importância, porque não vêm com a etiqueta de preço. Afinal, o que tem realmente valor para nós, independentemente de marcas, preços e griffes? É o que o mercado diz que podemos ter, sentir, vestir ou ser? Será que os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pelos mídia e pelas instituições que detêm o poder financeiro? Será que estamos a valorizar somente aquilo que está com etiqueta de preço? Uma empresa de cartões de crédito, depois de mostrar vários itens, com seus respectivos preços, apresenta uma cena de afecto, de alegria e informa: Não tem preço! E é isso que precisamos aprender a valorizar. Aquilo que não tem preço, porque não se compra. Não se compra a amizade, o amor, a afeição. Não se compra, carinho, dedicação, abraços e beijos. Não se compram raios de sol, arco-íris, nem gotas de chuva. (recebido por e-mail)




Há duas coisas infinitas: o Universo e a tolice dos homens
(Albert Einstein)

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