Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O UNIVERSO FICA EQUILIBRADO QUANDO DUAS MÃOS SE JUNTAM



Quando se ama com verdadeiro amor, a presença do ser amado sente ao mesmo tempo sofrimento e prazer. É o duplo combate da sombra e da luz. Uma ameaça acrescenta-se à alegria, um sombrio pressentimento de fracasso que torna infeliz. Considera a alegria e a tristeza como as duas cores de um mesmo ramo. Que uma não se erga contra a outra, e o amor será salvo. A experiência amorosa recomeça o Mundo, em cada instante. O amor é, antes de mais nada, um dom de Deus, antes de ser centelha e desejo no coração do homem. Ele junta o que foi separado: a alegria e a dor, a recordação e o esquecimento, o nascimento e a morte. Ele é o grande libertador. O amor não tira nada. Dá! A posse impede a paz da alma. O amor que não podes atingir, brilha fora de ti e a sua luz parece-te inacessível. Considera-o como uma estrela longínqua que não brilha senão para ti. É assim que ele se há-de aproximar.



Julgamo-nos indignos do amor, e esse sentimento negativo impede-nos de viver. Considera que no amor não há nem vencedor nem vencido. Somente e vida triunfa. A confiança e o respeito mútuos são os pilares do amor. Transcendem as rivalidades e os egoísmos. Para amar, renuncia às tuas protecções, abandona as tuas trincheiras, e entrega-te na nudez do coração. Não podes amar o outro senão amando-te a ti próprio. Mantêm aceso o amor em permanência como o fogo, com perfumes, cores, música. Cultiva a sedução. Aprende a fazer brilhar os teus actos, os teus pensamentos, os teus desejos. O amor precisa de luz para viver. O amor não é exterior a ti, mesmo se o procuras para além de ti próprio. Ele habita nos mistérios do teu coração. Simplesmente, perdeste a chave! O Universo fica equilibrado quando duas mãos se juntam. O amor é uma grande força curativa. (D.R.)

*



Há um mistério no amor. Aqueles que se amam experimentam no seu coração a força da atracção dos astros, a queimadora dos Sóis, o começo e o fim dos Mundos. Eles morrem e renascem num mesmo corpo. O amor é a outra vertente da solidão
(Dugpa Rinpoche)

2 Comentários:

Blogger Fernanda disse...

Minha boa amiga MElvira,

O amor é isso tudo, sem dúvida...
Ele "não tira nada. Dá!"

Adorei ler o seu texto de hoje, aliás como já é habitual.

Beijinhos

12 de novembro de 2009 às 10:12  
Blogger MEB disse...

Amiga
Obrigada pelo apoio. O amor é a essência da vida.

12 de novembro de 2009 às 19:43  

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