Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

sábado, 7 de novembro de 2009

...TEM MEIA HORA PARA MUDAR A MINHA VIDA...


O tempo nublado e frio de hoje convida à interiorização, ao encontro com o nosso Eu- uma espécie de balanço pessoal que não se faz com a regularidade que o equilíbrio mental exige-. Vesti já a roupa de Inverno e, através das vidraças chorosas das janelas, vejo o correr do dia nos carros que deslizam e nas pessoas deslizadas por algum vento que de quando em vez fustiga e, rebeldemente, lhes vira o chapéu-de-chuva, quase sempre pequeno e frágil para gáudio das lojas dos chineses que, neste tempo não param de vender sombrinhas, baratas e de qualidade muito duvidosa. O tempo está sombrio. De neura. Está de apetecer chocolate, papos de anjo, barrigas de freira, e tudo o mais que só de pensar engorda.


No caminhar pelo tempo aprendi muito. Apesar disso, continuo (frequentemente) a não usar dessa sabedoria quando imagino cenários deslumbrados. Em fundo ouço Adriana Calcanhoto... entre por essa porta agora, você tem meia hora para mudar a minha vida... são sonhos transformados em palavras sentidas por poetas inspirados, fazedores de belas canções que boas vozes tornam êxitos... entre por essa porta agora, você tem meia hora para mudar a minha vida... Olhei de novo o movimento da estrada: os carros lentamente desciam a estrada onde não se via já ninguém a atravessar o nevoeiro denso que escondia o perto. Saboreio um Porto que me sabe bem e preparo-me para o tal encontro com o meu Eu. Antes de entrar no quarto, já iluminado pelo candeeiro de sal, olho, por momentos, a porta da rua. Recordo a canção da Adriana e...sorri!




Nós somos feitos do tecido de que são feitos os sonhos
(Willian Shakespeare)

2 Comentários:

Blogger Fernanda disse...

Querida MElvira,

Adorei ler o seu texto, apesar de sentir a sua solidão.
Adoro Adriana Calcanhoto, as suas músicas e a sua voz, não me lembro de ter ouvido essas palavras num dos seus temas, mas é possível que me tenha passado despercebido.

Parabéns.
Beijinhos

8 de novembro de 2009 às 19:14  
Blogger MEB disse...

Querida Fernanda

Não se trata da minha solidão, trata-se de uma forma de contar algo com princiio meio e fim em curtas palavras num dia chuvoso. Eu não me escrevo a mim. Escrevo pequenas pedaços de vida que não é necessariamente a minha.Tem de conhecer a canção que é uma pérola. Conhecidissima.
Bijs

9 de novembro de 2009 às 00:11  

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