Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

FLUTUO NA ÁGUA CÚMPLICE DE SEGREDOS


Quando deambulo, deslizando languidamente pela superfície nacarada das águas mornas e translúcidas, em movimentos soltos e leves, sem destino, sem horas e sem pressas, não estou lá! De olhos cerrados e movimentos sincronizados num ritmo já cadenciado e autómato, piso encantatoriamente a Terra do Nunca, o espaço mágico onde os sonhos se realizam. E é aí, onde a aventura de te encontrar acontece, num desfilar de sucessivas e inspiradas imagens que me trazem o divino sabor do conhecimento escondido, como se imaginar não fosse um exercício de libertação e de procura incessantes, comedidamente provocatórias, mas infinitamente sentidas.


Nos campos de árvores de jades e diamantes, de mansões a roçar os céus nos seus telhados de rubis, encontro-te sempre que o meu coração te chama, sem articular um som, um só sussurro. Vejo como te diriges ao meu encontro e tudo em redor fica estático, como só pode acontecer num espaço onde reina a magia. Ver-te andar é emoção, é como se pegasses em mim e me arrumasses no teu mundo, sem palavras e sem promessas. Conheço-te de cor, viajo por ti nestas águas pacíficas, envoltas em silêncio e magias reinventadas. De olhos fechados percorro-te, sem gestos, na luminosidade que resplandece no cair de gotas de água que me salpicam o rosto e me acordam neste flutuar manso na água que me sustenta e é cúmplice de segredos.



A vida só se dá a quem se deu.
(Vinicius de Moraes)

2 Comentários:

Blogger Fernanda disse...

Querida amiga Elvira,

Só podia ser de Venicius, ele é fabuloso, simplesmente fantástico.
..."encontro-te sempre que o meu coração te chama, sem articular um som, um só sussurro."...

Não conhecia o texto e amei-o.
Pbrigada amiga pela partilha.
Beijinho

29 de outubro de 2009 às 15:27  
Blogger MEB disse...

Querida amiga

O texto é meu! Todo! só a frase é que é do Vinicius. Estou muito vaidosa, por ter gostado tanto. Obrigada
Bijs

30 de outubro de 2009 às 00:28  

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