Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

domingo, 20 de dezembro de 2009

NOITES GELADAS (DE FRIO SEM DÓ) QUE FAZEM DOER A ALMA


Com o passar das horas o tempo vai-se tornando mais agreste, fazendo jus ao Inverno que chegará a 22 de Dezembro (ou será a 21? Solstício do Inverno, o dia mais pequeno do ano), estou fria em demasiada para ir procurar o que quer que seja. Lá fora, o vento assobia e as minhas flores não aquietam os queixumes que o rodopiar descontrolado das pétalas, das folhas, provoca. A chuva, tornada lágrimas de granizo, fustiga as vidraças das janelas geladas, nubladas, pela diferença das temperaturas. As luzes, tremem por entre o oscilar dos fios, do vento, numa dança de sofredores.


Vou ajeitar-me no calor dos lençóis polares tentando não me lembrar da crueldade da vida perante aqueles que sem nada, sem tecto, sem família, sem uma mão, um ombro amigo, um telefone que lhes diga: olá. Um computador que envie um e-mail confidenciando: estou aqui, enfrentam a mesma noite que eu, sem lençóis, sem calor, dormindo sob o céu das estrelas que embora luminosas não aquecem. Que mundo é este que deixa outros seres humanos viverem nestas condições? Eu sou, afinal, o que os outros são: vou deitar-me e eles continuam no mesmo sítio gelado, sem-abrigo, sem vibração de vida. Sós. Como posso beber o chocolate quente, tapar-me com a manta de penas, sem me sentir culpada?


http://www.youtube.com/watch?v=XEAHScvz9JU


Aprendemos a voar como pássaros, a nadar como peixes, mas não aprendemos aconviver como irmãos
(Martin Luher King)

2 Comentários:

Blogger Fernanda disse...

Mimha boa amiga,

Este texto fez aflorar nos meus olhos algumas lágrimas.
Sinto um nó na garganta.
O mesmo se passa quando estou a jantar e passam imagens das crianças famintas que morrem a míngua de um pedacinho de pão.
Eu não consigo engolir mais nada.

Doí tanto saber que assim é, e um sentimento de revolta e de impotência enorme cresce dentro de mim que me deixa o coração negro.

Bem-haja por ser um lindo Ser.

Beijinhos

24 de dezembro de 2009 às 12:03  
Blogger MEB disse...

Amiga Ná

Vamos pensar e pedir para que a mentalidade humana mude e saiba, ajudar os outros como gostaria de ser ajudada. Beijinhos

24 de dezembro de 2009 às 14:13  

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