Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

segunda-feira, 12 de julho de 2010

HÁ SAUDADES QUE FAZEM DA VIDA UM ROMANCE


Nunca saberei se Angola algum dia me amou. Não importa. Eu amo-a! Aliás, nem sei se os países sabem amar. Também não importa. Eu amo-a por nós duas. O que ficou para trás dos anos que lá vivi são lembranças vitais que percorrem, soltas, o meu espaço de luz com que tinjo a luminosidade futura, oscilando entre o ontem, o hoje, e o amanhã, num esvoaçar divagador (soberbo) que me enfeitiça com o mesmo esplendor com que o fazia quando me deslumbrava ao desfraldar imponente, majestosa, segura, a plenitude exótica da sua imensidão, da suas lonjuras e das suas insinuantes belezas. Ao recordá-la, percorre-me uma certa nostalgia embaciada. Há sussurros na distância que nos separa. Que importa? Na minha pele ainda se conservam os cheiros inebriantes, os perfumes, de uma Angola vibrante e desafiadora e eu, frequentemente, em golpes de asa, arrebatadoramente, provo-lhe que o seu perfume não se evapora. Há saudades que fazem da vida um filme, um romance, um poema.




http://www.youtube.com/watch?v=6jgz0PEmS80






O pensamento é a presença do Infinito na mente humana.
(Emílio Castelat)



4 Comentários:

Blogger viajantes disse...

lindo!...

14 de julho de 2010 às 10:26  
Blogger Mourato disse...

Simplesmente lindo!! Eu que tanto ouço falar de Angola, fiquei com uma vontade tremenda de ser Angolano. Acho que este pequeno texto representa bem as saudades imensas de um País que foi e é bonito...

14 de julho de 2010 às 16:03  
Blogger Fernanda disse...

Querida amiga NElvira!

Não, não a esqueci!
Está muitas vezez nos meus pensamentos, muitas mesmo.
Também não me bvenho desculpar, não tenho como o fazer, não posso culpar ninguém excepto a mim própria.
Peço-lhe desculpa!
Sei que aceitará!

Não lhe vou prometer nada para não falhar novamente.

Actualmemte, com tantos Blogs, uns meus e outro que me foram empurrados pelo amigo João Soares, não consigo ter a clama e o tempo para visitar quem eu gosto mesmo.

Desistir de alguns?!!! Já parei de publicar e alguns meus, só vou lá por ternura que sinto por eles e por isso não tenho coragem para os fechar.

Renunciar aos outros ?!!!
Depois de ter assumido um compromisso não me é fácil, mas ainda estou a ponderar essa hipótese, porque para além de mais eu tenho uma vida.

Já desabafei, desculpe de novo!

Nunca estive em África, mas tenho saudades de outrso lugares que habitei, dos amigos e das gentes que deixei para trás.
Curiosamente nos meus sonhos, estou muitas vezes em lugares que conheço como a palma das minhas mãos e onde há pessoas que conheço como a mais ninguém. No entanto se acordo e me lembro do sonho, sei que nunca lá estive.

Por tudo isto entendo bem do que fala.

Gostei muito de a ler e de alguma forma saber de si.

Beijinhos e
ternuras da sua (e)ternamente amiga

Na casa do Rau

15 de julho de 2010 às 14:22  
Blogger MEB disse...

Meus amigos (Viajantes, Fernanda e Mourato), adorei ler os vossos comentários, na publicação da minha 500º crónica. Soube muito bem, acreditem.

Ná, que bom senti-la passar por aqui. Fique tranquila, eu compreendo perfeitamente e sei muito bem que não estar presente nem sempre é estar ausente.
Gostei muito de Angola e aquele pequeno texto é um grão de areia da minha imensa saudade.

Mourato, tem razão Angola é um Continente enfeitiçante. Único. Se tiver oportunidade de o conhecer, não perca e nunca mais o esquecerá.

Viajantes, uma palavra diz muito. Obrigada

17 de julho de 2010 às 21:25  

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