Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A ENERGIA DAS ONDAS


Já em 1978, Eurico da Fonseca, lutava para ser ouvido (não teve muita sorte foi sempre semi-escutado). Há muito que acreditava –inabalavelmente- que Portugal tinha um trunfo na manga: as energias alternativas! O Mar, o Sol, o Vento. E, hoje, passados três décadas, vivendo entre a serra de Sinta e a costa Atlântica, confirmo diariamente que se não é Sol poderá ser Vento, se não é nenhum destes elementos, poderá ser Mar! Resumindo: continuo com a certeza de que Portugal é um País virado ao Sol. E a importância que isso tem. A todos os níveis.


Pelo nosso clima (Sol, energia positiva e revitalizadora), nós, portugueses, deveríamos ser diferentes do que na realidade somos: nostálgicos, agressivos q.b. azedos, tristes, cinzentos, deprimidos. Até na política! Hoje, confirmei que ultimamente tenho escrito muito (mesmo muito) sobre as eleições americanas e pensei que deveria fazê-lo com a prata da casa, isto e: deveria falar sobre a realidade portuguesa já que gosto de debater e analisar o tema. Mas, não me entusiasmo, essa é a verdade. Olho, e vejo crispação. Muito dejá vu. Não há chama. Digam o que disserem ainda é Sócrates o único que consegue remar contra a maré.


Ou tenho de mudar a graduação dos meus óculos, afinar a minha inteligência, sensibilidade, para olhar o xadrez político nacional de forma diferente, capaz de ser entusiasmante. Não vou escrever sobre política, já o disse, mas estou a lembrar-me da cara de Santana Lopes, na Televisão, quando se adiantou à nomeação (que deverá ser feita por Manuela Ferreira Leite) para provável candidatura à Câmara de Lisboa. Teve a sua piada, foi bem feita a jogada de antecipação, mas… Os políticos continuam a não saber chegar ao povo. Precisam de discursos retocados e de bons assessores de imagem.


Hoje, calmamente, para saborear a importância da ideia, recordo que Portugal é o País pioneiro no mundo (o único, portanto), na criação de energia a partir de ondas (o tal sonho de Eurico da Fonseca). O Parque das Ondas de Aguçadoura, Póvoa do Varzin, inaugurado em Setembro de 2008, produzirá 2,25 megawatts, que chegarão para dar energia a 1500 habitações. Numa primeira fase, o equipamento terá capacidade para produzir energia eléctrica suficiente para uma povoação de seis mil habitantes. Dá gosto ler. Na cerimónia de inauguração o Ministro da Economia, Manuel Pinho, disse:


-Portugal está entre os cinco países do mundo mais avançados em energias renováveis. Estamos à frente no que diz respeito à água, ao Sol e ao vento e este projecto é muito importante porque coloca a nossa bandeira de liderança num dos maiores desafios que a Humanidade tem. Há 15 anos, a energia eólica não era nada e, hoje, assume uma enorme importância. No que diz respeito à energia das ondas, daqui a 15 anos todos se vão lembrar que tudo começou aqui e hoje.


O investimento foi de 8,8 milhões de euros e, futuramente, a energia poderá chegar a 15000 famílias. Tudo será perfeito quando esse Parque de Ondas entrar em pleno funcionamento. O primeiro passo foi dado.

*

Nada é impossível para aquele que persiste
(Alexandre, o Grande)

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