Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SILÊNCIO NUMA TARDE DE ASAS SOLTAS


Houve um silêncio feliz naquela tarde de asas soltas, de mãos juntas, unidas, formando uma concha morna onde se sentia o pulsar da circulação nas veias dos pulsos unidos, desafiando a força, o equilíbrio, sem lugar para palavras ou pensamentos. Ali, não havia história, existia apenas a história sem história de duas pessoas de bem que viviam para dentro uma cumplicidade perfeita porque sincera, sem dramas, sem espaço para escutar pensamentos. Cabeça vazia. Coração calmo. Apenas o saborear doce daquele momento de uma tarde cinzenta sem réstia de Sol brilhante que sempre fascina, envolve e protege. Não, ali, naquele silêncio feliz de uma tarde outonal, nada mais teria feito sentido do que um esboçar de um sorriso sedutor, gerador de emoções que anunciam saudade.


*

Muitas vezes, a Alma parece-me apenas uma simples respiração
(Marguerite Yourcenar)

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