Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

domingo, 8 de junho de 2008

PORTUGAL 5 - TURQUIA O


O estádio de Genebra, cheio, vestido de rubro e de emoção (o vermelho de Portugal e o vermelho da Turquia), acabou por testemunhar um jogo que pela qualidade da Selecção Portuguesa, legitimou a esperança e o sonho que unifica pelo mundo os calorosos adeptos da Selecção das Quinas: um bom resultado final, sermos Campeões do Mundo! Tudo começou quando o Hino Nacional foi entoado por milhares de corações e, por entre arrepios e entusiasmo, o relvado helvético preparou-se para 90 minutos com 11 jogadores portugueses que funcionaram como uma equipa coesa, uma verdadeira família, com espírito de grupo, e concretizaram uma exibição que muitos consideram já como a melhor da era Scolari, apesar da estrelinha da sorte não estar do nosso lado e do árbitro que, parece, toca muito bem piano, se ter revelado míope em relação, pelo menos, às violentas agressões a Simão Sabrosa e Nani, que deixou sangue no relvado.


Tudo foi saboroso. A estreia de João Moutinho, fabuloso, sempre, mas o passe de bandeja (vindo de Ronaldo), aos 90 minutos, quando passa o esférico ao estreante Raul Meireles e este o lança directo à baliza resulta num fecho de jogo arrebatador, inesquecível (sofre coração...) que terminou no placard com 2 golos para Portugal (deviam ser 5 já que um -de Pepe- foi invalidado e mais dois acertaram no poste). Foi um resultado diminuto para tanta qualidade. A Turquia não marcou.


O resultado brilhante, dedicado por toda a equipa a Quim, o guarda-redes que teve a infelicidade de, no último chuto, no treino final antes da estreia no Euro, ficar lesionado e impossibilitado de jogar durante quatro a seis semanas. Curiosamente parece que este infortúnio solidificou a união da nossa Selecção que funcionou (como devia funcionar o País) intrinsecamente. Jogámos em equipa. Quim vai ser substituído por Nuno Espírito Santo e com esta inesperada força divina, sabe-se lá se não é desta que, no final, vamos, sorridentes, abrir o peito ao Mundo.


Não foi uma partida de estrelas (e temos muitas), elas souberam ser sabedoras e humildes. Ronaldo, a nossa Jóia da Coroa, teve muitas dificuldades porque, como se pensava, foi marcado, bloqueado, do princípio ao fim e, quando o libertaram, proporcionou o golo de Meireles que estreando-se minutos antes na Selecção foi premiado pelos deuses (e por Ronaldo e Moutinho, claro) com um golo que não o deve deixar dormir esta noite, tal não deverá ser o entusiasmo da recordação.


Particularmente acho que aquela baliza de Genebra estava viciada. A facilidade como as bolas acertaram no poste (duas de Nuno Gomes) foi impressionante e desesperante. Apesar de termos dominado o jogo (tivemos 53% de posse de bola) com uma exibição de grande qualidade, só aos 61 minutos, Pepe (num passe de Nuno Gomes), marcou um golo a sério, dado que já tinha marcado um outro que foi invalidado por Pepe estar fora de jogo. Sem se aperceber disso comemorou primeiro golo com grande entusiasmo. Só que não havia bola dentro da baliza! Teria de esperar pela segunda parte para marcar a sério. Ele seria considerado, após a partida, como o melhor jogador em campo.


A brilhante exibição que legitimou o sonho colectivo de triunfo (com calma, sem entusiasmos desmedidos, sem vaidades. Jogo a jogo, a disputar por uma equipa de luxo que muitos já dizem ser a melhor Selecção dos últimos tempos) foi, como já referi, preciosa: pela coesão. Pela defesa (avaliada em 100 milhões de euros) que, frente a Ricardo formaram uma barreira impressionante. Pelos centrais, pelo meio campo. Lembro Petit, Simão Bosingwa, Deco, Ricardo Carvalho, Pepe, Nani, Nuno Gomes, e até Paulo Ferreira como defesa esquerda, que não é o lugar dele.

Descoberta a força colectivista da Selecção Nacional que se revelou inspiradora, fazendo dela, pelo menos naquela noite (inolvidável) uma Selecção de Ouro, há que repetir, repetir e repetir a dose. Serem cada vez mais unidos, jogando de mãos dadas para a conquista de grandes triunfos e excelentes e exuberantes espectáculos de show de bola, distribuindo alegria aos adeptos, enchendo estádios e conquistando, com savoir faire, as manchetes do mundo pela positiva e pela classe.


E, se Ronaldo descobrir um repelente que use antes de entrar em campo, para ver se não é constantemente bloqueado pelos adversários (ou escreva na camisola: tenho sarampo), o caminho certo pode estar à frente dos portugueses. Os três pontos conquistados foram suados e merecidos. Bastou um jogo para conquistarmos 50% da classificação.Temos uma Selecção e tanto...
(Ler crónica de 7 de Fevereiro de 2008).



Sucesso e genialidade, são 10 por cento de inspiração e 90 por cento de transpiração.
(Albert Einstein)

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