Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

domingo, 18 de maio de 2008

PORTUGAL - O ROSTO DA EUROPA!


Faço rodar, lentamente, o colorido, enorme, lindo e iluminado Globo Terrestre, colocado num lugar de destaque no meu canto preferido da sala, o que me deixa na ponta dos dedos os países e os mares a passarem no ritmo que desejo. É um gesto que me é habitual porque olhar os Continentes, os Oceanos, verificar, atentamente, as fronteiras, recapitular as capitais, recordar a História de cada conflito em terra ou no mar, é um ritual entusiasmante. Sempre que o faço, aprendo. Gostava de dominar com segurança e saber o todo do nosso Mundo mas, confesso, a tarefa para ser perfeita, é difícil. Aliciante e morosa.


Fixo-me no espaço da nossa Europa (segundo a mitologia grega, foi uma mulher linda que despertou a paixão de Zeus, deus-rei do Olimpo) e fico a olhá-la, a ver, a recordar, a interrogar-me sobre os terríveis tempos de devastação que a atingiram, os milhares e milhares de mortos, feridos, traumatizados para sempre que deambularam, durante anos, pelos caminhos da miséria e do desespero (é importante lembrar o quanto devemos aos americanos, pela valiosa e oportuna ajuda). As batalhas foram mortíferas mas o reerguer foi heróico. Exemplar. Dos destroços das cidades em pó, brigadas de trabalhadores, ajudados na retaguarda pelas mulheres europeias que foram sublimes, fizeram nascer verdadeiras maravilhas que ainda hoje perduram.


Como se sabe a Europa é o continente que teve mais influência na História do Mundo (descobertas, conquistas, colonizações, movimentos e revoluções, guerras mundiais), apesar de ser o segundo menor do mundo, depois da Oceânia. Tem uma extensão de 10.530.751 Km2. Todavia, a economia da Europa é a maior do mundo com um PIB estimado em 13,82 triliões de euros. A União Europeia tem muitas facetas, sendo as mais importantes o mercado único europeu (uma união aduaneira), uma moeda única (o euro) e políticas agrícola, de pescas, comercial e de transportes comuns. Desenvolve, ainda, várias iniciativas para a coordenação das actividades judiciais e de defesa dos Estados Membros.Há características que gosto de relembrar e, para isso, recorro frequentemente a base de dados (Wikipédia) que me fazem ficar mais conhecedora. Nunca consegui memorizar a 100% as capitais, principalmente depois das alterações das fronteiras. Vamos, então, conhecer melhor o perfil europeu.

Número de países: 49
Área: 10 498 000 km²
População: 744 717 000
Seis línguas mais faladas: russo, alemão, francês, inglês, italiano e polaco
Densidade demográfica: 101 h/km²
Ponto mais alto: Monte Elbru (5 642), Rússia
Ponto mais baixo: Mar Cáspio (-28m), Rússia
Maior lago: Ládoga (18 400 km²), Rússia
Maior lago artificial: Barragem do Alqueva, rio Guadiana (250 km²), Alentejo, Portugal
Ponto mais ocidental do Continente Europeu: (Cabo da Roca), Portugal
Ponto mais ocidental da Europa: (Ilhéu de Monchique), a ocidente da ilha das Flores, nos Açores, Portugal
Local mais a Norte: Cabo Nordkinn, Noruega (continental) e Knivskjellodden,
Noruega (ilha)
Maior ilha: Grã-Bretanha (229 885 km²), Reino Unido
Maior vulcão: Etna (3.323 metros), Sicília, Itália
Principal cascata: Gavarnie (422 metros), França
País mais pobre: Moldávia (410 dólares/hab. ao ano)
País mais populoso: Rússia
(141.377.000 habitantes)
País menos populoso: Vaticano
(890 habitantes)
Maior país: Rússia (17.075.200 km²)
Menor país: Vaticano
(0,44 km²)
País mais povoado: Mónaco
(17.435,9 h/km²)
País menos povoado: Islândia
(2,74 h/km²)

Muitos dos países que formam a Europa pertencem ao chamado primeiro mundo. Uma das particularidades desta economia é que vários são de pouca extensão territorial, sem grandes recursos naturais e sem possuir costas, mas contam com economias prósperas e um elevado nível de vida. É o caso da Suíça, Mónaco (este debruçado sobre o Mediterrâneo), Liechtenstein, e o país europeu mais rico: Luxemburgo, 43.930 euros/hab. por ano)

A Europa, o Velho Mundo, foi assim chamado durante as Grandes Navegações, hoje, é conhecido pelo Velho Continente, o berço da Cultura mas, actualmente, o mais envelhecido. A Europa tem 744,3 milhões de habitantes e é o único continente onde a população não está a aumentar. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP), ela diminuirá a uma taxa de 0,1% ao ano entre 2005 e 2010.O envelhecimento da população exige absorção de imigrantes, principalmente profissionais em tecnologia. Por outro lado, o crescimento do desemprego e o aumento da concorrência no mercado de trabalho vêm impondo obstáculos à entrada de mão-de-obra não qualificada.

A maior parte do território europeu é formada por planícies. Mais de metade da sua extensão está abaixo de 200 metros, e a altitude média é de 340 metros. O relevo montanhoso prevalece a Norte (onde se localizam os Alpes Escandinavos e as cadeias das Ilhas Britânicas) e a Sul (cortada pelos Pirinéus, Alpes, Cárpatos e Balcãs). No Centro, uma vasta planície estende-se, quase sem interrupção, dos Pirinéus aos montes Urais. O maior rio é o Volga, tem cerca de 3,5 mil quilómetros. Políticos europeus desde há muitos e muitos anos que têm dedicado a este espaço atenção e análise, na ânsia de concretizarem a coesão por muitos ambicionada, de um continente suficientemente forte com a capacidade de responder aos sucessivos desafios. Nos tempos modernos é uma realidade que procura constante consolidação.
Um dos últimos passos foi a realização doTratado de Lisboa, assinado na capital portuguesa, pelos Chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados Membros, a 13 de Dezembro de 2007, que dotará a União Europeia de instituições modernas e de métodos de trabalho eficientes que lhe permitirão dar uma resposta efectiva aos desafios actuais. O Tratado irá reforçar a democracia na União Europeia e melhorar a sua capacidade de defender os interesses dos seus cidadãos no dia-a-dia. O único país a referendá-lo, por imposição constitucional, será a Irlanda (12 de Junho) .

Continua a rodopiar lentamente o bonito e sabedor Globo que me deixa na ponta dos dedos o palpitar do Mundo. Olho atentamente a foto da NASA, tirada por satélite e, não há dúvida, a Europa parece o corpo de uma mulher cujo rosto é Portugal.


...A libertação do homem comum, de qualquer raça e de qualquer país, da guerra e da servidão deve ter bases sólidas e ser criada através da vontade de todos os homens e mulheres de antes morrer que vergar perante a tirania. É necessário que a França e a Alemanha tomem a iniciativa e se aliem nesta tarefa imperiosa. A Grã-Bretanha, a Commonwealth de povos britânicos, a poderosa América e, estou confiante, a Rússia também – pois assim tudo ficaria bem – devem ser amigos e defensores da nova Europa e promover o seu direito à vida e à prosperidade.
Digo-vos pois: “Que a Europa ressuscite!...
(Discurso de Winston Churchill (19/09/1946, Zurique - Suíça)

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