Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

HILLARY - A SECRETÁRIA DE ESTADO



O que de início parecia impossível, Hillary Clinton (primeira dama dos Estados Unidos de 1993/2001) não estava (em Fevereiro) desafogadamente sorridente nas tabelas das preferências do eleitorado. Pelo contrário, quem sorria (abertamente) era o desconhecido senador do Illinois de nome Barack Obama que nos excelentes discursos distribuiu empatia pela assistência, onde os jovens foram o seu grande e inesperado trunfo. O desfecho de 4 de Novembro foi impressionante pelo número de americanos que nas urnas fizeram uma escolha histórica: elegeram um afro-americano para a Casa Branca.


Todavia, o percurso de Fevereiro a Novembro foi entusiasmante, pleno de mudanças nas preferências quanto ao resultado já que metade da América não queria Hillary (inteligente, forte, segura) que, à partida, não esperava tão alto nível de rejeição por parte dos americanos. A outra metade não queria Obama (jovem, visionário, carismático e excelente orador), que surpreendeu pela positiva, apoiado por uma campanha estonteante e conquistando apoiantes de peso. O Republicano e herói de guerra John McCain defendia a continuação das tropas americanas no Iraque e tinha a “bênção” de Bush (os americanos estavam saturadas da sua Administração...), mantinha a esperança de vencer os Democratas mas ao escolher Sarah Palin, a governadora do Alasca que se revelou um desastre, deve ter reconhecido que foi o seu maior erro.


A 20 de Janeiro Obama entrará oficialmente na Casa Branca com o seu staff (escolhido rigorosamente e analisado ao mais ínfimo pormenor) e nele estará incluída a ex-senadora de Nova Iorque (que nas primárias fez contra Obama uma campanha renhida, frenética), a secretária do Estado que já foi primeira-dama da América, durante oito anos. Podia ter sido vice-presidente mas o próprio Barack disse que não. Fez bem. A diplomata Hillary ainda tem grandes voos pela frente mas, pertencer à equipa de Obama é um orgulho. Toda a equipa vai saborear a sensação de trilhar um caminho novo virado ao futuro, ao lado de um Presidente que soube concretizar um sonho secular. E não me admira ver, em 2016, Hillary lutar (novamente) para regressar à Casa Branca.



Um ser humano só cumpre o seu dever quando tenta aperfeiçoar os dotes que a Natureza lhe deu
(Hermann Hesse)

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