Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O JCB VAI SER UM SUCESSO

Sou vizinha do Conde (em Sintra) há muitos anos -ainda ele não era figura pública com o destaque que hoje tem e que diariamente se esforça, à sua maneira, por aumentar. O êxito foi-lhe dado pelo público e, apesar de ser de bom-tom dizer dele o mais desagradável possível, José Castelo Branco tem o dom e a loucura, (todos dela temos laivos) de pouco se importar com a opinião dos outros. Aliás, contraria-os, provocando-os! Protestam, mas gostam. O meu vizinho está naquela linha de fronteira que é bem definida: ou se gosta ou se odeia. Não há espaço para meio- termo. Nem ele está interessado nem os que não apreciam mesmo nada daquilo que faz, como se apresenta numa elegante indefinição (deve gastar mais em modelitos do que eu ganho num ano) que inteligentemente investe e factura.


Entrevistei-o há anos ainda ele era um exuberante (nunca foi simples) vendedor de arte mas, apesar de usufruirmos ambos das belezas irreais de Sintra, nunca falámos neste paraíso de Byron, nunca visitei a sua casa, não vejo os seus programas, não pertenço ao grupo de amigos, não há quaisquer laços que me levassem a apoiá-lo nesta sua nova face de cantor que, confesso, me deixou de boca aberta. Acabei de ver, por um acaso, o clip do seu disco e, garanto-vos: se o José Castelo Branco não ganhar o juízo todo, se continuar a ter dinheiro para se apresentar na última moda, seja lá o que isso para ele queira dizer, se tiver uma equipa nota 10 a controlá-lo, a cuidar ao milímetro da imagem, divulgação -o que deve ser bem difícil-, ele, o meu vizinho, que por vezes passeia em roupão de brocado vermelho pela sua belíssima varanda, dentro de dois anos vai ser o mais famoso no mundo internacional do espectáculo. Tem é de sair de Portugal, amanhã, e fazer carreira lá fora para ser apreciado na sua terra. Parabéns. Gostei de ver. Nota 9, para já. Qual Mika, qual Michael, qual Martin...



O sucesso é maravilhoso, mas implica no esforço de acompanhar o ritmo dessa ninfa infiel que é a popularidade
[Charles Chaplin]




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