Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

domingo, 14 de dezembro de 2008

ENCONTROS IMPERDÍVEIS


Não o tenho em minha casa (21:30, na SIC Radical) há muito tempo, confesso. Apenas há pouco mais de um mês! Bastou-me alargar o meu leque de opções televisivas e, a partir daí, eu e o Jon Stewart, através do The Daily Show (10 Emmy’s, entre outros prémios. Com contrato até 2010) partilhamos (...) momentos de verdadeiro encanto. Adoro este homem. Já o conhecia, claro, mas de vê-lo em casa de amigos quando tinha sorte de apanhar o canal no horário certo. Agora, é tudo mais íntimo, isto é: mais sossegado. Dá para rir abertamente. Dá para tentar apanhar o alvo que ele está a atingir com aquele olhar malandro e um sorriso mais doce que algodão colorido.


Jon não é jornalista mas é visto, admirado e respeitado por muitos como tal, graças a um trabalho notável que desenvolve desde 1999, quando começou a apresentar este mítico show que é uma deliciosa mistura de humor, inteligência, quando foca temas actuais, notícias do dia, panorama político, não se faz rogado e, com maestria, comenta, elogia, ridiculariza com tal sabedoria que provoca o riso e alerta para personalidades ou situações que merecem destaque, tudo subtilmente irresistível e imperdível. Além disso, tem convidados super interessante e o seu Momento Zen é a cereja em cima do bolo.


De cabelos grisalhos, covinhas marotas, uma gargalhada sempre contida este comediante satírico, actor, escritor e produtor (foi o inspirado e elegante anfitrião dos
Óscares de 2006 e 2008), agarra e não larga mais. O seu objectivo, diz, é fazer rir a plateia. Eu diria, fazer pensar o público. Abaná-lo, à sua maneira. Mas, Jon, não é só riso solto. Ainda hoje é lembrada a sua mensagem no primeiro programa após o 11 de Setembro. O programa começou sem genérico (antes desta data tinha imagens das Torres e de Nova Iorque). Os primeiros nove minutos consistiram num Jon Stewart, em lágrimas, a discutir a visão pessoal do acontecimento. O seu discurso acabou assim:


-…A vista do meu apartamento era o World Trade Center e agora desapareceu! Atacaram-no. Este símbolo da inovação, força, trabalho, imaginação, prosperidade, desapareceu. Mas sabem o que se vê agora? A
Estatua da Liberdade. A vista do sul de Manhattan –agora- é a Estátua da Liberdade! Não podem bater isso.



A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio.
(Martin Luther King Jr.)

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