Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

PORTUGAL, PRECISA DE SÓCRATES!



Confesso que fiquei agradavelmente surpreendida quando, há pouco, escutei o ex-Presidente, Dr. Mário Soares, dizer que não é altura de entrar em conflito com o Governo - o País está em crise- e que ele está ao lado do Primeiro-ministro. Antes de continuar digo que não votei em José Sócrates e não estou filiada em nenhum Partido. Aliás, não gostava muito dele mas no decorrer do tempo comecei a conhecê-lo politicamente melhor e hoje, convictamente, penso e digo: este homem está a ser um herói! Até pode estar cansado, saturado, ter feito alguns disparates mas, o melhor é mesmo darem-lhe, nas próximas eleições a maioria. Já nem é ele que precisa dela. Somos nós! É Portugal!


Quando se candidatou e lutou para ganhar as eleições não lhe passou (por certo) pela cabeça que em São Bento o grande inimigo político não seria só a Oposição mas sim os portugueses, a mentalidade portuguesa, a pequenez portuguesa. Dói, escutar argumentos de alguns deputados na Assembleia. Dói, ver no Parlamento Europeu alguns nossos eurodeputados falarem de Portugal de uma forma que envergonha e que mais parecem inimigos declarados do País: estão contra Sócrates, estão contra Barroso. Não haverá uma réstia de luz política que lhes permita ver que nós, portugueses, precisamos dessas reeleições?


Ainda não repararam que os Partidos andam cada vez mais divididos? Que a Drª Manuela Ferreira Leite, nunca escondeu, está a fazer um sacrifício pessoal ao assumir o cargo de líder do PSD? Com sacrifício, não vai lá! Ouvi-la é pesado, quase doloroso, o seu discurso está imbuído de desalento. Ainda não repararam como os Sindicatos estão a manipular os professores que talvez ainda nem se aperceberam que fazem parte de uma estratégia que visa os actos eleitorais que se aproximam e retirar Sócrates da cena política? O Primeiro-ministro devia deixar cair a Ministra da Educação? Por mim diria que sim, mas não pode! Seria um acto de fraqueza da sua parte. Os Ministros são fracos? Alguns são. Outros não. O da pasta das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, considerado o pior da Europa, é errado. Ele é um bom Ministro. O das Obras Públicas (Mário Lino)? Não é notável, mas é um trabalhador incansável. Trabalha num ritmo alucinante.


Portugal enfrenta a crise mundial e, até agora, não é dos países mais afectados (como Espanha) por exemplo. E, por muito que custe aos contestatários não foi Sócrates que fez explodir a dita crise. Todos deveríamos estar unidos para ajudar o Governo a enfrentar da melhor maneira possível, tentando minimizar o impacto do meteorito financeiro que anda a massacrar o mundo. Ah! mas, e os aviões que passaram pelos Açores com prisioneiros a bordo com destino à base de Guantánamo. Aznar sabia, Portugal também! Portugal, tal como marido enganador, continua dizer não. Não sabia. Das duas uma: ou sabia e nega ou não sabia mesmo porque sabendo a Espanha, bastava à América...


É preciso, por uns tempos, baixar os machados de guerra e fumar o cacimbo da Paz. Faça-se como fez a Espanha, penso que no ano passado, quando firmou com a a Oposição cinco Acordos de Estados para ajudar o país. É disso que precisamos: lucidez e coesão política numa altura de ameaças que nos podem atingir, sem dó nem piedade. Ah! mas e os bancos, não há dinheiro para as reformas, aumentos e aparecem milhões para salvar os que erraram e desviaram avultadas verbas...Bom, é assim: não se podia correr o risco de contagiar o sistema bancário nacional com a situação de outros (os portugueses aqui portaram-se bem: não entraram em pânico!)
em situação digamos, vulnerável. O futuro contará como foi mas, o importante, agora, é estancar a situação.


Ninguém me pediu opinião, como facilmente se deduz, mas, ou se juntam (com maturidade) em torno do Governo, todos os quadrantes políticos, ou a Jangada de Pedra, cortada da Europa, já não é solução e não sei se o Presidente José Eduardo dos Santos está disposto a receber, em Angola (com excelente Economia) dez milhões de...como lhes chamar? Vou pensar.





Temos de fazer o melhor que podermos. Essa é a nossa sagrada responsabilidade humana
(Albert Einstein)






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