Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

TRAGÉDIA NUMA PRAIA ALGARVIA


Portugal está a viver uma hora de apreensão. Portugal está triste. Num dia de Agosto (21), no temperado Sol algarvio, deitados numa praia (Maria Luísa-Albufeira) banhada pelo Atlântico, sintonizados com a tranquilidade, o bem-estar, sentindo (por certo) uma intensa alegria interior, provavelmente saboreando uns fugidios dias de férias, cinco pessoas sucumbiram debaixo de uma arriba quando esta cedeu e, num ápice, subterrou corpos que a tremenda boa vontade dos homens não conseguiu salvar, na derrocada de parte da falésia.


Infelizmente, há muito que se ouve e se lê que o belíssimo litoral português sofre ameaças de intenso e iminente perigo mas as sinuosas falésias continuam, solitárias, a sofrer a erosão do tempo e das mudanças climáticas. Há dias, no Algarve, houve um tremor de terra de fraca intensidade. Pode ter sido fraca (felizmente) mas pode ter deixado mais fragilizadas as tais falésias que embelezam a orla da nossa costa.Uma das primeiras tragédias anunciadas aconteceu. E, bastariam umas fitas de plástico, creio, às riscas, para impedir que, ingenuamente, os banhistas se transformassem, sem se aperceber, em desafiadores do impossível e, perdessem as vidas.



A Humanidade tem dois caminhos a escolher. Um, o do medo, temor, catástrofes. O outro, Amor, Luz, Vida...
(P.Ling)

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2 Comentários:

Blogger Mourato disse...

Há cerca de três meses passei por esse local, olhei para a placa que lá se encontrava e previ a tragédia. Pena tenho de não ter previsto a data e hora, pois tudo faria para salvar estas vidas. Parece uma coisa do outro mundo, mas não é nada disso, apenas a incúria e o facilitismo dos Homens fez com este acidente tivesse fim trágico, pois não só esse local mas alguns outros na mesma zona, padecem do mesmo problema: "Em vias de derrocada".

22 de agosto de 2009 às 00:02  
Blogger MEB disse...

É! Por muito que se diga e se lamente o sucedido a amargura fica porque sabemos que amanhã, depois, depois, um dia, outra tragédia se repetirá. Reconheço também que o povo português desafia o perigo quando continua a procurar locais proibidos para se deitar à sombra que se pode tornar mortífera.

23 de agosto de 2009 às 02:29  

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