Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

ELEMENTOS DE SEGURANÇA NO INTERIOR DOS BANCOS


A vida não está mais difícil. As ameaças, de toda a espécie, não são mais intensas. A violência não está mais implacável. As pessoas não estão mais desesperadas. E o futuro não está mais ameaçador. O que acontece é que nós, humanos, mudámos de filme. Passámos, num fechar de olhos, para outro canal e nem reparámos que tudo à nossa volta mudou! Tudo mudou. O tempo e a realidade. O clima. A estrutura social. A realidade financeira globalizada. As políticas internas e externas. O crescimento das novas potências e o empalidecer das consideradas fortes. A avidez desenfreada pelo controle do petróleo e a ameaça futura da escassez da água que será o petróleo das décadas vindouras.


É verdade, tudo mudou. Portugal não voltará a ser o País de brandos costumes onde andar a passear, à noite, era uma saborosa rotina. Aqui já chegou quase tudo (há que saber ler os sinais), droga, máfias, violência absurda a pessoas e bens, roubos e mais roubos. Sem rigor estatístico creio que de cinco em cinco dias é roubada uma caixa do multibanco. E roubadas em hospitais, centros comerciais, tribunais. De quatro em quatro dias um banco é assaltado e nós, os intervenientes do novo filme, andamos ao sabor dos acontecimentos, desafiando a sorte que pensamos ter guardado no baú da esperança.


Mas o mundo actual mudou e para se viver nele e sobreviver, exigem-se alterações rápidas e eficazes. Não há espaço para deslizes. Estamos no tempo da mudança. Comecemos pelos Bancos: para quando no seu interior e à porta, segurança? Privada ou não. Ou é normal depois das centenas de bancos já assaltados os clientes entrarem neles e sujeitarem-se a tudo o que possa acontecer, quando o que querem é apenas movimentar as suas contas, pagar os seus compromissos ou optar por novas soluções financeiras. E, quando sai, se tudo correu bem, pensar: uf! não foi desta!


Perguntem aos reféns a sensação de o ser? Porquê continuar no facilitismo? Os bancos são fáceis de assaltar! É quase um convite. Um homem sozinho, em 30 segundos, concretiza um assalto e, até consegue executar dois num dia. E a segurança? Dos empregados e dos clientes? Até as discotecas que não têm os lucros comparados aos da banca têm segurança permanente. Ou os clientes já têm direito a seguro de vida assim que pisam o interior de uma instituição bancária?


Não há muito para pensar, ou se começam a tomar atitudes precisas nos casos vulneráveis ou qualquer dia andamos na rua com medo da própria sombra. E, isso, que não pode acontecer. Um país não cresce com um povo manietado pela insegurança. O Governo tem medidas para tomar e sabe, tal como nós, como têm de defender o futuro e os portugueses.





Acredito firmemente que a única coisa a temer é o próprio medo
(Franklin Roosevelt)



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