Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

terça-feira, 19 de agosto de 2008

ROSAS VERMELHAS PARA UMA ATLETA FELIZ



Vanessa de Sousa Fernandes (filha do ciclista Venceslau Fernandes, que tem sido mais do que pai, mais do que treinador, mais do que força: tem sido o exemplo, o símbolo, a magia), nascida em Perosinho, a 14 de Setembro de 1985, é, até agora, dia 18, a única atleta portuguesa que nos Jogos Olímpicos de Pequim, de 2008, conseguiu subir ao pódio (foto: site da atleta), ganhando a medalha de prata (a australiana Emma Snowsill, foi a primeira classificada) que, na simplicidade dos grandes, Vanessa, sente como se fosse de ouro.


Ora, aqui, reside o ponto forte desta jovem que nasceu no País errado. Valor e simplicidade.Trabalhadora e ambiciosa. Não se endeusou no sabor do seu palmarés que já é notável. Infelizmente, também no sector do desporto a realidade portuguesa é primária quando deveria ser (que importante seria) uma base sólida a partir dos primeiros anos de escolaridade. E, continua a não ser! Assim, mandar atletas para uns Jogos Olímpicos é atirá-los um pouco à sorte. Não há uma política desportiva contínua. Não há, sequer, uma mentalidade desportiva, só o futebol parece seduzir multidões. Quando aparece uma Rosa Mota um Carlos Lopes, não se fica a dever à realidade (à estrutura, apoio) nacional mas ao rigor, à entrega levada (diariamente) ao extremo do esforço de quem quer ser –a sério- atleta de craveira internacional.


Vanessa, do Sport Lisboa e Benfica, iniciou-se aos 15 anos no campo desportivo, mas seria no Trialto de Peniche, em 1999, que se profissionalizaria. Os seus treinadores são: Sérgio Santos, António Jourdan e Bruno Salvador. Vanessa foi oitava no Triatlo olímpico dos Jogos de Atenas. Em 2006, chegou à primeira posição do ranking mundial de Triatlo, renovando a vitória em 2007. A vice-campeã olímpica é recordista de Taças do Mundo e com mais títulos internacionais que os seus 22 anos. É obra!Uma medalha de prata com o brilho do ouro para a jovem de 22 anos que a encheu de alegria. Tanta foi, tanto a sentiu e tanto a interiorizou que fez questão, num momento tão especial, de a partilhar com o seu guia de sempre: o pai. Sem esquecer a mãe, claro


-A eles devo tudo o que tenho. Dedico-lhes esta vitória. Partilho a medalha com o meu pai. É uma homenagem ao trabalho que fez, ao que competiu e às dificuldades que passou. Tudo o que conseguiu e me deu.


Apesar de ser tão jovem tem sobre a sua carreira ideias muito definidas e sabe que sem trabalho duro, duríssimo, ambição, não se conquistam suadas vitórias.


-Nunca na vida vinha para aqui para viajar e ver os Jogos. Para isso não vinha. Há pessoas a quem lhes é igual ficar em 50º ou 20º ou o que quer que seja. Nunca pensaria assim. Até ficava desiludida se pensasse dessa maneira. Os resultados é que me dão ambição para fazer melhor para a próxima. E nunca estou satisfeita...



Toda a nossa vida é uma primavera, porque temos em nós a verdade que não envelhece, e essa verdade anima toda a nossa caminhada
(Cirilo de Alexandria
)

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