Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

sábado, 22 de agosto de 2009

O NOKIA QUE CAÍU NAS AREIAS DA ADRAGA...

Há anos que sou fiel ao Nokia, desde que apareceram esses telefones pequeninos que nos fazem pensar frequentemente como é que vivemos (e fomos felizes!) tanto tempo sem eles e agora, nem de noite nem de dia, deixam de estar ao alcance do nosso ouvido e dos nossos dedos. Desde a minha primeira aquisição a opção foi Nokia. Tive vários e com alguns sucederam as coisas mais estranhas: um perdeu-se e andou por aí a tocar talvez chorando pela dona ausente; outro, foi amaciadoramente furtado já que não dei por nada: outro, ainda, teve um final pouco glorioso já que o deixei cair na banheira e, finalmente, dei um outro de presente a alguém que num momento de fúria atirou o seu para a piscina (o destino do Nokia está muito interligado com a água! Reparou?).


Não é difícil verificar que a minha relação com as máquinas não é muito airosa. Entre mim e elas há uma certa inquietude. Apesar disso, sempre fiel ao Nokia e agora, depois de ver como o Nokia 5530 (creio) atirado para as areias da praia da Adraga, onde vou regularmente, ser limpo ao som da voz de Mika (We Are Golden), no corpo brilhante do Gianecchini, debaixo de um sorriso capaz de ofuscar o Sol, tenho a certeza de que nunca mudarei de marca. Nem de praia. Nem de areia, nem de esperança...


http://www.youtube.com/watch?v=L53z3o_oS1k




É urgente inventar a alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras
(Eugénio de Andrade)

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