Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

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O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

domingo, 28 de novembro de 2010

AMO COM O AMOR DE AMAR


Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo? (Fernando Pessoa)


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sábado, 27 de novembro de 2010

A PESSOA MAIS FASCINANTE: VOCÊ!


Para ser feliz: seja ético! A vitória que vale a pena é a que aumenta a sua dignidade e reafirma os valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança. Estude sempre e muito. A glória pertence aqueles que têm um trabalho especial para oferecer. Acredite no amor, não fomos feitos para a solidão. Seja grato a quem participa das suas conquistas. O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipa. Agradecer é a melhor maneira de deixar todos motivados. Eleve suas expectativas. Pessoas com sonhos grandes obtêm energia para crescer. Os perdedores dizem: isso não é para nós. Os vencedores pensam como realizar os seus objectivos. Aprecie a sua companhia. O casamento dá certo para quem não é dependente. Aprenda a viver feliz mesmo sem uma pessoa ao lado. Se não tiver com quem ir ao cinema, vá com a pessoa mais fascinante: você! Tenha metas claras. A história da humanidade está cheia de vidas desperdiçadas. Amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam a carreiras de sucesso. Ter objectivos evita o desperdício de tempo, energia e dinheiro. Cuide bem do seu corpo. Alimentação, sono e exercícios são fundamentais para uma vida saudável. O seu corpo é seu templo. Gostar dos outros deixa as portas abertas para que eles também gostem de si. Declare o seu amor. Cada vez mais as pessoas devem exercer seu direito de procurar o que querem (sobretudo no amor), mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais. Amplie os relacionamentos profissionais. Os amigos são a melhor referência em crises, e a melhor fonte de oportunidades na expansão. Ter bons contactos é essencial em momentos decisivos. Seja simples. Retire da sua vida tudo o que lhe dá preocupações desnecessárias. Crie espaço para desfrutar a viagem da sua vida.


Mulher: não imite o modelo masculino. Os homens fizeram sucesso à custa da solidão e limitação de sentimentos. O preço tem sido alto: enfartes e suicídios. Sem dúvida, temos mais a aprender com as mulheres do que vocês connosco. Preserve a sensibilidade feminina - é mais natural. Tenha um orientador. Procure alguém de confiança, de preferência mais experiente e bem sucedido, para a orientar nas indecisões. Liberte-se do vício da preocupação. Viver tenso e stressado é moda. Parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis, errado! Defina as suas metas, conquiste-as e deixe a neura para quem gosta dela! O amor é um jogo cooperativo. Se vocês estão juntos, é para jogar na mesma equipa. Tenha amigos vencedores. Campeões falam com campeões. Perdedores só tocam na tecla de perdedores. Aproxime-se das pessoas com alegria de viver e afaste-se de gente negativa. Diga adeus a quem não merece. Alimentar relacionamentos que só trazem sofrimento é masoquismo, atrapalha a vida. Saiba tomar decisões, mesmo as antipáticas, a vida fluirá melhor. Aceite o ritmo do amor. Assim como ninguém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém está sempre no auge da paixão. Exigir de si e do seu companheiro viver nas nuvens é o começo de muita frustração. Celebre as vitórias. Compartilhe o sucesso, mesmo nas pequenas conquistas, com pessoas queridas. Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes. Perdoe. Se quer continuar com uma pessoa, enterre o passado para viver feliz. Todos erram, você também. Arrisque! O amor não é para cobardes. Quem fica à noite em casa sozinho só terá de decidir que pizza pedir e o único risco que corre será o de engordar. Tenha uma vida espiritual. Conversar com Deus é bom, especialmente para Lhe agradecer. Ore antes de dormir. Faz bem ao sono e a Alma. Oração e meditação, são forças de inspiração. (R. S.)
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Liberte o seu coração e deixe que ele construa seu futuro
(Roberto Shinyashiki)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ESTÁ GÉLIDO O AR DO TEMPO



Está gélido o ar do tempo. Os corpos estão frios e os olhos lacrimejantes não amansam no sibilar da aragem com voz de neve. Não há calor envolvente que nos sopre murmúrios gentis aos ouvidos, e as lembranças mimosas que adoçam o coração congelam na invernia de um tempo cortante que não apetece abraçar. Não há ilusão que resista ao tiritar incontrolável que nos tolhe as palavras e oferece silêncios nesta temperatura sem encanto e sem brandura. Continua gélido o ar do tempo que toma formas quando falamos, e que saem do peito contraído ao ritmo de cada respiração. Gostava de vencer este cinzento húmido, sem brilho. Sem envolvência. Há uma ansiedade que desinquieta, há uma necessidade de procurar calor que provoque vertigem e que leve ao entusiasmo. Há demasiada quietude melancólica, fria, trémula, desconfortável. Vou procurar dos teus braços onde não existe nem frio, nem nevoeiro, nem sussurros de vento. Perfeito.



http://www.youtube.com/watch?v=X7TwcFgrlik





A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido
(Marxwell Maltz)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A CARTA DE AMOR AO PRÓXIMO



A Carta pela Compaixão é um documento elaborado por personalidades religiosas de todo o mundo e transcende diferenças religiosas, ideológicas, políticas. Suportados pelos principais pensadores de muitas tradições, a Carta inspira o mundo a agir com base na compaixão, na necessidade de entender e amar o próximo. A ideia da elaboração e concretização deste documento partiu de Karen Armstrong (vencedora do prémio TED/2008), uma ex-freira católica que se tem dedicado ao estudo do judaísmo, islamismo, cristianismo. Recebeu já vários prémios por promover o entendimento entre as diversas religiões e, em 2005, foi convidada a integrar a Aliança das Civilizações, um projecto secundado pelas Nações Unidas, cujo objectivo era lançar pontes de diálogo entre o Ocidente e o mundo Islâmico.


"O princípio da compaixão é o cerne de todas as tradições religiosas, éticas e espirituais, lembrando-nos a tratar todos os outros da mesma maneira como gostaríamos de ser tratados. A compaixão impele-nos a trabalhar incessantemente com o intuito de aliviarmos o sofrimento do nosso próximo, o que inclui todas as criaturas, de nos destronarmos do centro do nosso mundo e, no lugar, colocar os outros, e de honrarmos a santidade inviolável de todo ser humano, tratando todas as pessoas, sem excepção, com absoluta justiça, equidade e respeito. É necessário também, tanto na vida pública como na vida privada, abstermo-nos, de forma consistente e empática, de infligir dor, agir ou falar de maneira violenta devido a maldade, chauvinismo ou interesse próprio a fim de depauperar, explorar ou negar direitos básicos a alguém e incitar o ódio ao denegrir os outros - mesmo os nossos inimigos - é uma negação da nossa humanidade em comum. Reconhecemos que falhamos na tentativa de viver de forma que se compadece e que alguns de nós até aumentaram a soma da miséria humana em nome da religião.


Portanto, bradamos a todos os homens e mulheres para se restaurar a compaixão ao centro da moralidade e da religião - a retornar ao antigo princípio de que é ilegítima qualquer interpretação das Escrituras que gere ódio, violência ou desprezo- garantir que os jovens recebam informações exactas e respeitosas em relação a outras tradições, religiões e culturas. Incentivar uma apreciação positiva da diversidade religiosa e cultural. Cultivar uma empatia bem informada pelo sofrimento de todos os seres humanos, mesmo daqueles considerados inimigos. É urgente que façamos da compaixão uma força clara, luminosa e dinâmica no nosso mundo polarizado. Com raízes numa determinação de princípios de transcender o egoísmo, a compaixão pode quebrar barreiras políticas, dogmáticas, ideológicas e religiosas. Nascida da nossa profunda interdependência, a compaixão é essencial para os relacionamentos humanos e para uma humanidade realizada. É o caminho para a iluminação e é indispensável para a criação de uma economia justa e de uma comunidade global pacífica."





A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano
(João Paulo II)

sábado, 20 de novembro de 2010

O AMOR É UM MARAVILHOSO LADRÃO DA NOSSA ARROGÂNCIA

O amor tira-nos o sono, tira-nos do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E, como habitualmente, tem um fim (que é dor) complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância. Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros das nossas forças, disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes. A maturidade permite-me olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura. Às vezes, é preciso concentração (L.L)
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Perder, dói! Não adianta dizer não sofra, não chore; não podemos é ficar parados no tempo chorando a nossa dor diante das nossas perdas
(Lya Luft)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O AMOR DE DUAS PESSOAS INTEIRAS É SAUDÁVEL


Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milénio. As relações afectivas também estão a passar por profundas transformações, revolucionando o conceito do amor. O que se procura hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico, parte da premissa de que somos uma fracção e precisamos encontrar a nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se misturar com o projecto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou calmo, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência, e pouco romântica! A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos a trocar o amor de necessidade, pelo amor de desejo –eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso – o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas vão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão a começar a perceber que se sentem fracção, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fracção. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.


O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de se ir reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele alimenta-se da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar a sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afectiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afectivas são óptimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações dominantes e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. O nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gémea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele torna-se menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado (Flávio Gikovate, psicoterapeuta).





Há só uma felicidade nesta vida, amar e ser amado.
(George Sand)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

NÃO IMPORTA EM QUANTOS PEDAÇOS O SEU CORAÇÃO FOI PARTIDO


Depois de algum tempo você aprende a diferença (a subtil diferença), entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar as suas derrotas com a cabeça erguida, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair no meio. Depois de um tempo você aprende que o Sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam! E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e precisa de saber perdoá-la. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que pode fazer coisas num instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.


Aprende que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que os bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que o seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem mais se importa na vida são tiradas de si muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprenderá que não importa onde já chegou, mas para onde vai, mas se não sabe para onde vai, qualquer lugar serve. Aprende que, ou controla os seus actos ou eles o controlarão a si, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que aprendeu com elas do que com quantos aniversários celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em si do que supunha.


Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que quer, não significa que esse alguém não o ame, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, será também em algum momento julgado e condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido, o mundo não pára para que o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante o seu jardim e decore a sua Alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar. Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não podia mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! (W.S)






Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia
(William Shakespeare)

domingo, 14 de novembro de 2010

O MAIOR SOLITÁRIO É O QUE TEM MEDO DE AMAR


A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em redor. Ele é a angústia do mundo que o reflecte. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o património de todos, e, encerrado no seu duro privilégio, semeia pedras do alto da sua fria e desolada torre.(V.M)




A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros nesta vida
(Vinícius de Moraes)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

EU SOU O MAR DA TUA FELICIDADE


Eu sou o mar que te salpica e te faz brilhar os olhos quando o vento é leve e as ondas dançam nos acordes de Mozart ou Wagner se a fúria toma conta das marés e agita o coração das águas. Sereno ou tempestivo eu sou o mar que te acorda, desperta, te chama e te abraça nos passeios de abandono sobre a areia húmida da praia do teu encanto que consegue (diariamente) surpreender-te. Eu sou a espuma rendilhada das ondas que borbulha a teus pés numa mensagem melodiosa, feminina (sensual e desafiante) que te leva o Sol, as montanhas, gargalhadas e segredos que gostas de desvendar. Eu sou a luz do teu mar que te abraça e dança para ti num ritmo inspirador que te faz sorrir e me deixa aninhar na curva do teu braço. Eu sou o mar da tua felicidade. Eu sou a voz do teu Oceano.



http://www.youtube.com/watch?v=RBCaZSC8RDM



A vida só se dá a quem se deu.
(Vinicius de Moraes)

domingo, 7 de novembro de 2010

NÃO HÁ AMOR. HÁ ENCANTAMENTO



Tu existes mas eu invento-te (sem debilidade) numa sedução assumida, num prazer de atracção que roça a paixão, o êxtase, numa liberdade feliz de ser amada. Quando o meu abraço aflora nas tuas costas é surpreendente a magia que me envolve num movimento contínuo de insinuações, provocações, que aquecem as nossas proximidades físicas que não se rendem. Bem pelo contrário, desafiam-se. Não há amor, há encantamento. Não há vitória, há luz interior que clareia a circulação e adoça o coração. Há ondas de perfume pelo ar que marcam a sensualidade. Ficamos Sóis entrelaçados nos sorrisos, nos olhares, nas palavras por dizer hipnoticamente abrasadoras. Há um esplendor crescente que cintila na pele tocada, olhada, devorada, num quase ritual de contenção sem fragilidades mas intensamente acariciante. Tu existes mas eu invento-te, reinvento-te, quando os teus lábios me tocam no rosto tão suavemente como se a Primavera nascesse dentro de nós. Há realidades proibidas que se controlam quando o coração pode mais do que o dever. Somos cúmplices na atracção, num código indecifrável do qual só nós temos a chave: querida!



http://www.youtube.com/watch?v=dpthnM6S9Nw


O homem é mortal pelos seus temores e imortal pelos seus desejos
(Pitágoras)

AS CORDAS DAS EMOÇÕES



Tenta imaginar o coração como um instrumento musical. Há cordas que tocam habitualmente: a corda da tristeza, da alegria, da raiva, da dor, da distância, do enamoramento. E, por fim, há uma, mais escondida e profunda, que costuma ser difícil de descobrir, mas é justamente aquela que, ao vibrar, torna harmónico e potente o som de todas as outras. É essa corda que nos faz deixar de ser um ser-fragmento para sermos um ser-unidade. (S.T)







Saber com o pensamento é uma coisa, saber com o coração é outra
(Susanna Tamaro)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

AS PALAVRAS NEM SEMPRE SÃO NECESSÁRIAS



Os tempos de fascínio não necessitam de elogios, apesar de nos rendermos a eles. Dispensam palavras. Exigem silêncio. É como se voássemos, livres, soltas, pelo Infinito, sussurrando palavras guardadas num coração que sente o respirar do mundo e o teu.


http://www.youtube.com/watch?v=JGq4k8RMe9o





Aprendi com as Primaveras a deixar-me cortar para poder voltar sempre inteira
(Cecília Meireles)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

PIJAMINHAS PARA AS CRIANÇAS DO IPO


São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no IPO a fazer tratamentos de quimioterapia. Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se rapidamente. Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já é chamada Movimento Pijaminha pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos! As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas, chinelos, meias, robes e fatos de treino. Para todos, a vida não está fácil, mas dentro das possibilidades de cada um, há sempre espaço para participar, comprando ou obtendo junto de amigos e familiares agasalhos que já não sirvam às suas crianças. No ano passado foram entregues 76 pijamas e o IPO ficou muito satisfeito com esta dádiva. Este ano vamos repetir a façanha e, se possível, ultrapassar este número. (recebido por e-mail)
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Dá, se puderes; se não puderes, sê afável
(Santo Agostinho)