Brumas de Sintra

Ponto de encontro entre a fantasia e a realidade. Alinhar de pensamentos e evocação de factos que povoam a imaginação ou a memória. Divagações nos momentos calmos e silenciosos que ajudam à concentração, no balanço dos dias que se partilham através da janela que, entretanto, se abriu para a lonjura das grandes distâncias. Sem fronteiras, nem limites

A minha fotografia
Nome:
Localização: Portugal

O meu nome é Maria Elvira Bento. Gosto de olhar para o meu computador e reconhecer nele um excelente ouvinte. Simultaneamente, fidelíssimo, capaz de guardar o meu espólio e transportá-lo, seja para onde for, sempre que solicitado. http://brumasdesintra.blogspot.com e brumasdesintra.wordpress.com

segunda-feira, 29 de junho de 2009

REVOLUCIONOU A MUSICA POP MUNDIAL


De uma forma geral todos, ultimamente, lemos muito sobre Michael Jackson. Do que li escolhi uma crónica de Tony Belloto, escritor e músico, cronista (Cenas Urbanas) da revista Veja (leitura imperdível), para assinalar um desaparecimento que o mundo sentiu. Leia na Veja o texto completo. Aqui, fica a ponta do véu de uma sensibilidade analítica perfeita.


Do ser mitológico diz-se que nasceu em meados do século XX. E que, tendo nascido homem, foi aos poucos transformando-se numa mulher. No fim, tornou-se um ser de aspecto hermafrodita, com sexualidade indefinível. Sabe-se que o ser mitológico nasceu negro e morreu branco. Foi, na infância, um adulto: compromissos profissionais, responsabilidades, obrigações e pressão foram experimentados desde cedo em doses altas. Na maturidade, tornou-se uma criança: gostava de brincar, passear em carrosséis e montanhas russas, ter crianças por perto e jamais compreendeu exatamente do que se tratava o tal "mundo dos adultos".


Do ser mitológico diz-se que foi acusado de abusar sexualmente de crianças, o que nunca se comprovou. O que se sabe com certeza é que foi brutalmente espancado pelo pai, na infância, e submetido por este a tortura e pressão psicológicas. É comprovado que durante sua existência o ser mitológico ajudou crianças pobres e doentes, não só com dinheiro, mas com carinho e compreensão verdadeiros. Com essas crianças comunicava-se da mesma forma com que são Francisco de Assis conversava com passarinhos.


Do ser mitológico compreende-se que revolucionou a música pop mundial ao elevar a música negra (é importante lembrar: não importa quantas transformações e mutações tenha o ser sofrido em sua existência, ele nunca deixou de ser um grande, talvez o maior, artista da música negra norte-americana) a um status nunca antes alcançado: qualidade musical irresistível, ousadia de produção, competência e muito - muuuiiito - suingue (....) Dele compreende-se que foi coroado rei pelos humanos e amado por estes como um anjo. A morte chegou-lhe como alívio, inadaptado que era ao mundo estranho que o amou e não o compreendeu. Na morte sabe-se que a imprensa, que o criticara impiedosamente nos últimos anos de vida - e tanta atenção dera a suas bizarrices, idiossincrasias e excentridades - acabou por reconhecer que o que prevalecerá de seus feitos será tão somente a brilhante música que concebeu, cantou e dançou.Diz-se por fim que (... )



http://www.youtube.com/watch?v=if7M_fRfFTI


Todos chegamos um dia como a água e, um dia, vamos como o vento
(Graham Greene)

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quinta-feira, 25 de junho de 2009

SAUDADES E CANÇÕES PARA RAÍSA


Escutei na Antena Um um comentário que me desagradou. Achei-o de uma insensibilidade gritante, apesar de reconhecer que cada um tem direito à opinião. Referia-se... à degradação de Gorbachev, ao lançar um disco com melodias preferidas da sua mulher... (falecida a 20 de Setembro de 1999, vítima de leucemia). Degradante? Degradante, mesmo? Apetece-me ser sarcástica mas, para quê? Na realidade, o antigo Presidente soviético, Mikhail Gorbachev, editou recentemente um disco Canções para Raísa, dedicada à memória de Raísa Titarenko Gorbachev, onde interpretou (parece que bem) sete das suas baladas preferidas. O disco não será vendido ao público, aliás, foi posto à venda num leilão de beneficência em Londres (um só disco rendeu 119 mil euros). Após a morte da mulher o ex-Presidente russo tem-se dedicado à recolha de fundos para apoiar crianças com leucemia, na Fundação com o nome de Raísa.


O percurso deste político tem laivos de fado português. Vejamos: ele é - sem dúvida- uma das Grandes Personagens da História Contemporânea. Encantou e conquistou o Mundo mas não conseguiu agradar no seu país, apesar da esperança que distribuiu ao derrubar barreiras e mordaças. As palavras Glasnost (transparência) e Perestroika (reestruturação), fizeram manchetes em todos os Continentes e iniciaram o processo que terminaria com a Guerra Fria. Foi Prémio Nobel da Paz, em 1990. Foi um homem que o mundo admirou mas o seu país, não!


http://www.youtube.com/watch?v=qCVht4ZExv4

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Somos todos estudantes e os nosso professores são a vida e o tempo
(M.Gorbachev)

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terça-feira, 23 de junho de 2009

É NOSSO O ESCUDO CONTRA DRAGÕES


...Pensamos que, às vezes, não restou um só dragão. Já não há um bravo cavaleiro, nem sequer uma única princesa a passear por florestas encantadas. Pensamos, às vezes, que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre. É um prazer estar enganado. Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventura, não existem apenas aqui e agora, mas continuam a ser tudo o que já existiu nesse mundo. No nosso século, só mudaram de roupagem! As aparências tornaram-se tão insidiosas que as princesas e cavaleiros podem esconder-se uns dos outros, podem até esconder de si mesmos. Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram, em sonhos, para nos dizerem que nunca perderemos o escudo de que precisamos contra os dragões; que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejarmos. A intuição sussurra a verdade! Não somos poeira, somos magia! Feche os olhos e siga a sua intuição...


http://www.youtube.com/watch?v=veM1xGeBO5o


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Estou aqui não porque deva estar, nem porque me sinto cativo nesta situação, mas porque prefiro estar contigo a estar em qualquer outro lugar no mundo
(Richard Bach)

domingo, 21 de junho de 2009

SOMOS AVES, FOLHAS, ESTRELAS. VOEMOS


Há noites especiais. Únicas. Imbuídas de magia que nos envolve quando fixamos as silhuetas das árvores adormecidas pelo embalar das folhas densas que as balançam. Pelos brilhos difusos que iluminam os trilhos das dúvidas e das esperanças. Pelos sons que o silêncio oferece. Noites especiais, próprias para escutar páginas imortais de Mozart, eternamente sublimes. Escolhem-se nas noites de brisas, sentadas nos jardins de cheiros e de luzes indirectas e veladas. Cerram-se os olhos, libertam-se os músculos e os sentidos e, enlevadas, começam a escutar-se os acordes lentos do Concerto para Piano nº 21 (segundo andamento) e, a partir daí, somos aves, folhas, nuvens, estrelas, templos, brilhos cintilantes, pétalas de rosa, chama, braços abertos aos universos... Voemos.


http://www.youtube.com/watch?v=FlYgjyYvQ2o



A imaginação é mais importante que o conhecimento
(Albert Einstein)

sábado, 20 de junho de 2009

UM TURBILHÃO DE CONSTELAÇÕES, SÓIS ...


Somos realmente testados quando a tristeza chega. Porque só quando se esteve no vale mais profundo se pode saber como é magnífico estar na montanha mais alta.
Este pensamento de Franklin Roosevelt –o 32º Presidente dos Estados Unidos que foi três vezes reconduzido à Casa Branca. Roosevelt não teve uma existência marcado pela facilidade desde que em 1921 um ataque de poliomielite o deixou praticamente paralítico. Mesmo assim, sempre se moveu enérgica e brilhantemente, não só na esfera política como na sua própria vida. Nunca cedeu às dificuldades, foi um lutador e, ainda hoje, é reconhecido por analistas e historiadores como um dos mais lúcidos e vigorosos políticos que passou pela Casa Branca, apesar de se deslocar em cadeira de rodas.


Roosevelt foi dos muitos exemplos que na História deixou marcas da sua tenacidade e do seu valor. Mas não é preciso ser Presidente para se ser lutador. Nem é exigido que façamos História. Se tal acontecer, tanto melhor, mas o importante é o ser humano dar à sua mente e ao seu corpo a possibilidade de querer deixar o vale da tristeza e do desespero para subir à montanha mais alta. É que o corpo humano (a foto pertence ao famoso grupo internacional My Dream, composto por elementos todos deficientes) como disse Franco Ossola, seu profundo conhecedor ...é um centro energético por excelência, um turbilhão de constelações, sóis, planetas, radiações de luz e fluxos vitais, interpenetrando-se de forma tão inteligente a ponto de levar a acreditar em milagre...





Os nossos pensamentos e imaginação são os únicos limites reais para as nossas possibilidades.

(S. Marden)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

LEMBRANÇAS DEBAIXO DE FOGO CRUZADO


...Juntos, tinham passado por muitas alegrias e por enormes perigos. Veio-lhe à memória o dia em que a salvou, quando a arrastou para uns arbustos no meio de um combate nas matas do Luso, debaixo de fogo cruzado. Ou quando a teve nos braços, desmaiada, a esvair-se em sangue, após ter sido alvejada com um tiro que a atingiu na zona abdominal. Ao recordar, voltou a sofrer a mesma amargura pela espera do hélio de evacuação que tardou aflitivamente a chegar. Além da jornalista, havia mais feridos: um alferes atingido pelos fragmentos de uma granada (o rosto era uma massa disforme), dois soldados, um deles com queimaduras extensas nas mãos. Catarina, inerte nos seus braços, indefesa, enquanto o combate continuava, fora protegida não só pelo cumprimento das medida de segurança a ter para com jornalistas em zona de luta, mas por algo mais. Soube-o naquele instante. Lembrou-se de como sentiu o coração apertado quando a deitou inconsciente e ajudou a apertar as tiras da maca. Do bolso do camuflado da jornalista caíram duas cassetes que o capitão Fernandes guardou. Depois, tapou-a cuidadosamente com um lençol, ajudou na entrada dos outros feridos, e, finalmente, exausto, bateu com a mão na fuselagem como que dizendo: partam depressa. Há vidas em perigo. Fujam daqui... Depois, ficou a olhar o hélio que desapareceu sem incidentes. Cá em baixo, no inferno do fogo cruzado, sentiu uma inesperada tranquilidade e uma profunda angústia...
*

Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade
(Friedrich Nietzsche)


AGRADAR A TODOS É MISSÃO IMPOSSÍVEL



Tentar, pode, mas não adianta e, se pensar que será capaz um dia de agradar a todos, acabará desiludida. Mesmo que seja um modelo de virtudes; mesmo que entenda o sorrir do Universo e seja francamente tolerante, altruísta, generosa; mesmo que saiba de cor a vida e a obra de Madre Teresa de Calcutá e se emocione verdadeiramente com a descompostura dos acontecimentos que grassam no mundo e chegue ao ponto de chorar, frente aos noticiários que entram em sua casa e lhe agridem o coração e a sensibilidade. Mesmo que domine a Teoria da Evolução de Darwin ( fascinante, actual e polémica) e seja uma curiosa permanente pela vida de Newton, Einstein, Lincoln. Mesmo que se emocione e se transcenda frente ao quadro de Dali -Cristo na Cruz- e sinta que a poesia de Florbela a eleva espiritualmente e a deixa a pairar noutras dimensões existenciais. Se quer tentar, faça-o, tente mas, quer mereça ou não encontrará sempre uma, duas ou três pedrinhas no sapato que lhe magoam a alma. A vida real é assim!


Se ajudar uma só pessoa a ter esperança, já não terei vivido em vão
(Martin Luther King)

HOJE, É DIA DE ACREDITAR NA SEDUÇÃO



Hoje, ignoramos regras, estatutos, discursos arcaicos e vazios. Hoje, vamos olhar de frente, sem cedências, desmistificando falsos virtuosismos e os profetas do desalento. Hoje, ousamos ousar e provocamos os intocáveis que, escudados, gravitam nas esferas da ignorância anestesiada. Hoje, é dia de acreditar no vigor da justiça, na sedução da inteligência, na consonância ambiciosa dos que trabalham, dos que não traem, não minimizam, não confundem. Hoje, sem pompa e circunstância, dialogamos com a verdade e ignoramos a táctica de dividir para reinar. Hoje, é dia de fechar a porta à ironia e repudiar jogos de conveniência. Hoje, é dia apenas para estar e saborear...


http://www.youtube.com/watch?v=qeNKiilwpdk


*

Os homens alcançam sucesso quando eles percebem que os seus fracassos são uma preparação para as suas vitórias
(Ralph W. Emerson)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O PODER DE UMA GRANDE AMIZADE



O movimento escoteiro foi idealizado e fundado por Lorde Robert Stephenson Smyth Baden-Powell em 1907, na Inglaterra. É um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que privilegia a honra, baseado na Promessa e na Lei Escoteira, e através da prática do trabalho em equipa e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma o seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.


Lei do Escoteiro:

*O Escoteiro é verdadeiro e a sua palavra é sagrada,
*O Escoteiro é leal,
*O Escoteiro é prestável,
*O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais Escoteiros,
*O Escuteiro é cortês,
*O Escoteiro é respeitador e protector da Natureza,
*O Escoteiro é responsável e disciplinado,
*O Escoteiro é alegre e sorri perante as dificuldades,
*O Escoteiro é económico, sóbrio e respeitador dos bens dos outros,
*O Escoteiro é íntegro nos pensamentos, palavras e acções.




Uma carta do fundador: o Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros, não importando a que país, classe ou credo o outro possa pertencer. Como Escoteiro, reconhece as demais pessoas filhas do mesmo Pai, e não faz caso de suas diferenças de opinião, casta, credo ou país, quaisquer que elas sejam. O escoteiro domina os seus próprios preconceitos e procura encontrar as boas qualidades que tenham; o defeito deles qualquer um pode criticar. Se põe em prática esse amor pelas pessoas de outros países e ajuda a fazer surgir a paz e a boa vontade internacionais, isto será o Reino de Deus na terra. O mundo inteiro é uma fraternidade. Baden-Powell



Não há muito tempo fui assistir ao juramento dos Lobitos, em Ribamar, e facilmente me apercebi de como é importante, desde muito novos, os escoteiros aprenderem as regras da amizade e do companheirismo. Olhando-os, pequenos na idade mas de personalidade já vincada, reconheci que o movimento fundado por Baden-Powell, está activo e vigoroso, cumprindo os propósitos para que foi criado. A amizade continua a ser o pilar forte de uma vivência sadia.


Se cada um de nós é uma célula do infinito Universo e pertence aos mil milhões da população, é necessário no dia-a-dia contribuirmos para que passos positivos sejam dados. Se assim fizermos há triliões de passos, por segundo, em movimento, na marcha grandiosa rumo ao amanhã. Pode controlar-se o futuro dentro de padrões há muito estipulados mas nunca devemos percorrer a estrada da vida num ritmo solitário. A família é o pilar, é a grande muralha que nos apoia nos tremendos vendavais que cortam a respiração e nas estonteantes alegrias. Os amigos, esses, longe ou perto, estarão a nosso lado sempre que os lembramos ou os chamamos e, nessa dinâmica troca de dar e receber encontraremos o conforto do apoio que conduz à sensação de felicidade. Esta potencialidade grandiosa do sentimento humano é capaz de gerar a mais deliciosa harmonia. Não rejeite um amigo. Nunca.


http://www.youtube.com/watch?v=8HeCLyYnsoc
*


Muitas pessoas devem a grandeza de suas vidas aos problemas e obstáculos que tiveram de vencer

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quinta-feira, 11 de junho de 2009

A IMAGEM DE PORTUGAL NO MUNDO


Gostava de ter uma foto do Convento do Carmo, em Luanda (cuja igreja frequentava e que, obviamente, recordo com saudade), e que esteve na lista de votação (27) das recém eleitas Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. A verdade é que não consegui mas nem por isso quero deixar de referir a iniciativa. O que me impressionou no Convento do Carmo (não conheço as restantes) foi o bom estado que apresenta e a forma como foi preservado, mesmo durante os períodos de guerra.


Esta iniciativa teve um objectivo maior e muito feliz que foi o de projectar a imagem que, de facto, os Portugueses foram os únicos a deixar obra arquitectónica militar, religiosa, administrativa e residencial em cinco Continentes, capaz de chegar dentro de alguns anos a uma rede de Património Mundial Português em todo o Mundo. O potencial para a imagem de Portugal é imenso e pode ser subsidiado pelas Nações Unidas, constituindo assim uma espécie de montra de Portugal no estrangeiro, em cada país onde existam esses monumentos. As candidatas foram:

África

* Angola – Luanda – Convento do Carmo
* Cabo Verde – Cidade Velha de Santiago
* Etiópia – Gorgora Nova
* Gana - S. Jorge da Mina
* Marrocos - Cidade Fortificada de Mazagão
* Marrocos - Fortaleza de Safi
* Moçambique- Ilha de Moçambique
* Quénia – Mombaça – Fortaleza de Jesus
* Tanzânia – Forte de Quiloa


América:

* Brasil – Congonhas – Santuário do Bom Jesus de Matosinhos
* Brasil – Olinda Mosteiro de S. Bento
* Brasil – Ouro Preto - Igreja de S. Francisco de Assis da Penitência
* Brasil – Recife - Convento de Sto. António e Ordem Terceira
* Brasil – Rio de Janeiro - Mosteiro de S. Bento
* Brasil – Rondónia - Fortaleza de Príncipe da Beira
* Brasil – S. Salvador da Baía - Mosteiro e Ordem Terceira de S. Francisco
* Uruguai - Centro Histórico e Colónia do Sacramento


Ásia:

* Bahrain – Fortaleza de Qal’at al-Bahrain
* China – Macau - Ruínas de S. Paulo (foto)
* Índia – Cidade de Baçaim-
* Índia - Cidade de Damão Grande
* Índia - Fortaleza de Diu
* Índia – Goa - Sé
* Índia - Goa - Basílica do Bom Jesus
* Irão - Fortaleza de Ormuz
* Malásia - Centro Histórico de Malaca
* Oman - Fortificação de Mascate


E as maravilhas mais votadas (239 418 votos) foram conhecidas a 10 de Junho, no Pavilhão Arena, em Portimão, através de uma gala transmitida pela RTP 1.

* Fortaleza de Diu (Índia),
*Fortaleza de Mazagão (Marrocos),
*Basílica do Bom Jesus de Goa (Índia),
*Cidade Velha de Santiago (Cabo Verde),
*Igreja de São Paulo (Macau)-foto-,
*Convento de São Francisco de Assis da Penitência (Ouro Preto, Brasil) e
*Convento de São Francisco e Ordem Terceira (São Salvador da Baía, Brasil).



Continuo a pensar que para nos apercebermos rigorosamente da importância de Portugal no Mundo (não confundir com dimensão), é necessário ultrapassarmos fronteiras e, in loco, sentirmos a forma como, em paragens distantes, somos recordados tão intensamente e com um orgulho que não só nos surpreende como nos envaidece.



http://www.youtube.com/watch?v=gtyUlJN6PsU
*


Se nos sentarmos agora, podemos ser atropelados mais tarde
(Franklin D. Roosevelt)

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OBAMA, FALOU DO DIA DE PORTUGAL


Confesso que ao ler gostei de constatar que o Presidente da América, Barack Obama, se lembrou (lembraram-no, claro. Que importa?) e referiu o nosso 10 de Junho, e não se ficou pela lembrança! Emitiu um comunicado sobre o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Não sei se outro governante internacional o terá feito. Apetece-me escrever para a Casa Branca a convidá-lo para vir almoçar a minha casa. Pode não curar nada mas adoça-nos o ego nacional.


Os Estados Unidos e Portugal têm uma forte e longa amizade. Hoje, no Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, as pessoas de origem portuguesa pelo mundo marcam a data da morte do maior poeta de Portugal, Luís Vaz de Camões. Camões -viveu entre 1524 e 1580-, é conhecido por seu poema épico, 'Os Lusíadas' - um tributo à idade de ouro das Descobertas e explorações portuguesas. Esta Nação (Estados Unidos da América) beneficiou das inúmeras contribuições de luso-americanos. Neste Dia de Portugal, eu orgulhosamente, formulo os meus melhores desejos a todos os que celebram a Cultura e a herança portuguesa nesta ocasião.


Ao Presidente da América, ofereço-lhe o sentimento, o talento e a voz de Mariza que fala de um Povo muito especial...


http://www.youtube.com/watch?v=BdHbQBvgyQ0



Uma vida é uma obra de arte. Não há poema mais belo que viver em plenitude
(Georges Clemenceau)

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

1O DE JUNHO - DIA DE PORTUGAL



Nas comemorações do 10 de Junho há sempre discursos, cerimónias, condecorações ao peito de novos homenageados. Considero que é um dia que faz falta aos portugueses para lhes avivar a memória sobre a grandiosidade de Portugal. Não me foi possível escutar todos os discursos mas o que ouvi de António Barreto, proferido em Santarém, agradou-me plenamente. Tenho pelo orador a maior das admirações. Mesmo que nem sempre concorde com as suas defesas, ele é um Senhor muito esclarecido. Leia e guarde. Merece. É de Mestre.


Dia de Portugal... É dia de congratulação. Pode ser dia de lustro e lugares comuns. Mas também pode ser dia de simplicidade plebeia e de lucidez. Várias vezes este dia mudou de nome. Já foi de Camões, por onde começou. Já foi de Portugal, da Raça ou das Comunidades. Agora, é de Portugal, de Camões e das Comunidades. Com ou sem tolerância, com ou sem intenção política específica, é sempre o mesmo que se festeja: os Portugueses. Onde quer que vivam. Há mais de cem anos que se celebra Camões e Portugal. Com tonalidades diferentes, com ideias diversas de acordo com o espírito do tempo. O que se comemora é sempre o País e o seu povo. Por isso o Dia de Portugal é também sempre objecto de críticas. Iguais, no essencial, às expressas por Eça de Queirós, aquando do primeiro dia de Camões. Ele afirmava que os portugueses, mais do que colchas às varandas, precisavam de cultura. Os Estados gostam de comemorar e de se comemorar. Nem sempre sabem associar os povos a tal gesto. Por vezes, quando o fazem, é de modo desajeitado. "As festas decretadas, impostas por lei, nunca se tornam populares", disse também Eça de Queirós. Tinha razão. Mas devo dizer que temos a felicidade única de aliar a festa nacional a Camões. Um poeta, em vez de uma data bélica. Um poeta que nos deu a voz. Que é a nossa voz. Ou, como disse Eduardo Lourenço, um povo que se julga Camões. Que é Camões. Verdade é que os povos também prezam a comemoração, se nela não virem armadilha ou manipulação.


Comemora-se para criar ou reforçar a unidade. Para afirmar a continuidade. Para reinterpretar a passado. Para utilizar a História a favor do presente. Para invocar um herói que nos dê coesão. Para renovar a legitimidade histórica. São, podem ser, objectivos decentes. Se soubermos resistir à tentação de nos apropriarmos do passado e dos heróis, a fim de desculpar as deficiências contemporâneas. Não é possível passar este dia sem olharmos para nós. Mas podemos fazê-lo com consciência. E simplicidade. Garantimos com altivez que Camões é o grande escritor da língua portuguesa e um dos maiores poetas do mundo, mas talvez fosse preferível estudá-lo, dá-lo a conhecer e garantir a sua perenidade. Afirmamos, com brio, que os portugueses navegadores descobriram os caminhos do mundo nos séculos XV e XVI e que os portugueses emigrantes os percorreram desde então. Mais vale afirmá-lo com o sentido do dever de contribuir para a solidez desta comunidade. Dizemos, com orgulho, que o Português é uma das seis grandes línguas do mundo. Mas deveríamos talvez dizê-lo com a responsabilidade que tal facto nas confere. Quando se escolhe um português que nos representa, que nos resume, escolhe-se um herói. Ele é Camões. Podemos festejá-lo com narcisismo. Mas também com a decência de quem nele procura o melhor. Os nossos maiores heróis, com Camões à cabeça, ilustraram-se pela liberdade e pelo espírito insubmisso. Pela aventura e pelo esforço empreendedor. Pela sua humanidade e, algumas vezes, pela tolerância. Infelizmente, foram tantas vezes utilizados com o exacto sentido oposto: obedientes ou símbolos de uma superioridade obscena.


Ainda hoje soubemos prestar homenagem a Salgueiro Maia. Nele, festejámos a liberdade, mas também aquele homem. Que esta homenagem não se substitua, ritualmente, ao nosso dever de cuidar da democracia. As comemorações nacionais têm a frequente tentação de sublinhar ou inventar o excepcional. O carácter único de um povo. A sua glória. Mas todos sentimos, hoje, os limites dessa receita nacionalista. Na verdade, comemorar Portugal e festejar os Portugueses pode ser acto de lucidez e consciência. No nosso passado, personificado em Camões, o que mais impressiona é a desproporção entre o povo e os feitos, entre a dimensão e a obra. Assim como esta extraordinária capacidade de resistir, base da "persistência da nacionalidade", como disse Orlando Ribeiro. Mas que isso não apague ou esbata o resto. Festejar Camões não é partilhar o sentido épico que ele soube dar à sua obra maior, mas é perceber o homem, a sua liberdade e a sua criatividade. Como também é perceber o que fizemos de bem e o que fizemos de mal. Descobrimos mundos, mas fizemos a guerra, por vezes injusta. Civilizámos, mas também colonizámos sem humanidade. Soubemos encontrar a liberdade, mas perdemos anos com guerras e ditaduras. Fizemos a democracia, mas não somos capazes de organizar a Justiça. Alargámos a educação, mas ainda não soubemos dar uma boa Instrução. Fizemos bem e mal. Soubemos abandonar a mitologia absurda do país excepcional, único, a fim de nos transformarmos num país como os outros. Mas que é o nosso. Por isso, temos de nos ocupar dele. Para que não sejam outros a fazê-lo.Há mais de trinta anos, neste dia, Jorge de Sena deixou palavras que ecoam. Trouxe-nos um Camões humano, sabedor, contraditório, irreverente, subversivo mesmo. Desde então, muito, mudou. O regime democrático consolidou-se. Recheado de defeitos, é certo. Ainda a viver com muita crispação, com certeza. Mas com regras de vida em liberdade.


Evoluiu a situação das mulheres, a sua presença na sociedade. Invisíveis durante tanto tempo, submissas ainda há pouco, as mulheres já fizeram um País diferente. Mudou até a Constituição do povo. A sociedade plural em que vivemos hoje, com vários deuses e credos, com dois sexos iguais, com diversas línguas e muitos costumes, com os partidos e as associações que se queira, seria irreconhecível aos nossos próximos antepassados. A sociedade e o País abriram-se ao mundo. No emprego, no comércio, no estudo, nas viagens, nas relações individuais e até no casamento, a sociedade aberta é uma novidade recente. A pertença à União Europeia, timidamente desejada há três décadas, nem sequer por todos, é um facto consumado. A estes trinta anos pertence também o Estado de protecção social, com especial relevo para o Serviço Nacional de Saúde, a segurança social universal e a escolarização da população jovem. É certamente uma das realizações maiores. Estas transformações são motivo de regozijo. Mas este não deve iludir o que ainda precisa de mudança. O que não foi possível fazer progredir. E a mudança que correu mal. A Sociedade e o Estado são ainda excessivamente centralizados. As desigualdades sociais persistem para além do aceitável. A Injustiça é perene. A falta de justiça também. O favor ainda vence vezes de mais o mérito. O endividamento de todos, País, Estado, empresas e famílias é excessivo e hipoteca a próxima geração. A nossa pertença à União Europeia não é claramente discutida e não provoca um pensamento sério sobre o nosso futuro como nacionalidade independente. Há poucos dias, a eleição europeia confirmou situações e diagnósticos conhecidos. A elevadíssima abstenção mostrou urna vez mais a permanente crise de legitimidade e de representatividade das instituições europeias. A cidadania europeia é uma noção vaga e incerta. É um conceito inventado por políticos e juristas, não é uma realidade vivida e percebida pelos povos. E um pretexto de Estado, não um sentimento dos povos. A pertença à Europa é, para os cidadãos, uma metafísica sem tradição cultural, espiritual ou política. Os Estados e os povos europeus deveriam pensar de novo, uma, duas, três vezes, antes de prosseguir caminhos sem saída ou falsos percursos que terminam mal. E nós fazemos parte desse número de Estados o povos que têm a obrigação de pensar melhor o seu futuro, o futuro dos Portugueses que vêm a seguir. É a pensar nessas gerações que devemos aproveitar uma comemoração e um herói para melhor ligar o passado com o futuro.


Não usemos os nossos heróis para nos desculpar. Usemo-los como exemplos. Porque o exemplo tem efeitos mais duráveis do que qualquer ensino voluntarista. Pela justiça e pela tolerância, os portugueses precisam mais de exemplo de que de lições morais. Pela honestidade e contra a corrupção, os portugueses necessitam de exemplo, bem mais do que de sermões. Pela eficácia, pela pontualidade, peco atendimento público e pela civilidade dos costumes, os portugueses serão mais sensíveis ao exemplo do que à ameaça ou ao desprezo. Pela liberdade e pelo respeito devido aos outros, os portugueses aprenderão mais com o exemplo do que com declarações solenes. Contra a decadência moral e cívica, os portugueses terão mais a ganhar com o exemplo do que com discursos pomposos. Pela recompensa ao mérito e à punição do favoritismo, os portugueses seguirão o exemplo com mais elevado sentido de justiça. Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo "ethos" deveria ser o de servir. Dê-se a exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar “sinais de esperança" ou "mensagens de confiança". Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará.


Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos. Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e de que o vosso exemplo é cada vez mais decisivo. Se tiverem consideração por quem trabalha, poderão melhor atravessar as crises. Se forem verdadeiros, serão respeitados, mesmo em tempos difíceis. Em momentos de crise económica, de abaixamento dos critérios morais no exercício de funções empresariais ou políticas, o bom exemplo pode ser a chave, não para as soluções milagrosas, mas para o esforço de recuperação do País.
*

Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje
(Provérbio Chinês)

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terça-feira, 9 de junho de 2009

O PRÍNCIPE QUE MORREU SÓ E POBRE



10 de Junho de 1580 - Morreu ontem, na maior miséria, o autor de "Os Lusíadas", Luís Vaz de Camões (nasceu em 31 de Janeiro de 1512).


Abandonado por todos morreu num hospital da cidade e foi sepultado num coval aberto do lado de fora da Igreja de Santana. O seu único rendimento era a tença de 15 mil réis anuais, equivalente a uma reforma de soldado, que El-Rei lhe mandou pagar como recompensa pela publicação de "Os Lusíadas". Entretanto, a sua obra continua a ser admirada por todos. Além dessa publicação escreveu muitas redondilhas, sonetos, odes, canções, sextinas e éclogas que nunca foram impressas por o poeta não ter recursos materiais, mas estão a correr de mão em mão, em cópias manuscritas.


Passaram-se 429 anos e Camões que foi sepultado embrulhado numa mortalha dada por um mendigo é, na actualidade, considerado como o maior poeta de língua portuguesa (o Príncipe) e um dos maiores da Humanidade. O seu génio é comparável ao de Virgílio, Dante, Cervantes ou Shakespeare. Está sepultado no Mosteiro dos Jerónimos. Quando passar por lá peça-lhe perdão pela maneira como o Portugal de então o tratou. E, se chorar, não se envergonhe.


http://www.youtube.com/watch?v=hXX8vJXld1g



As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram...
(Os Lusíadas- Canto I)

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domingo, 7 de junho de 2009

RANGEL, ROMPEU O CASULO E BRILHOU


Acabou o mistério sobre as Eleições Europeias onde os 27 Estados-membros ocorreram às urnas sem o entusiasmo que teria sido benéfico para uma coesão futura mais vigorosa. Em Portugal (com mais 800 mil eleitores do que nas últimas Europeias, há cinco anos), conhecendo-se como são os portugueses e havendo até tolerância de ponto antecedendo um feriado (1o de Junho), o que se traduz num fim-de-semana bem alargado, claro que depois do oleado o percurso nele deslizaram não para a praia ( o Sol não brilhou intensamente) os largos milhares de adoradores da tranquilidade, procurado fora de portas. Escudando-se no desencanto político não votaram, o que deveria ser rigorosamente ao contrário: quanto mais desencantados mais deveria ser usada a arma democrática dado ao povo, a possibilidade do seu direito de voto.


Verdade seja dita que em Portugal a campanha eleitoral foi desastrosa (Rangel e Nuno de Melo foram as excepções): muito pouco foi dito sobre a Europa, a maior parte do tempo foi gasto em palavras deselegantes sobre o (a) rival. Ao votarem os portugueses quiseram penalizar o Governo (voto de protesto) e, isso, não é brilhante. Para isso temos as Legislativas que começaram hoje mesmo e, aí, sim, claramente o Governo deve ser avaliado. Para saber os resultados finais teria de esperar por mais umas horas mas as peças do xadrez da política portuguesa estão lançadas. Manuela Ferreira Leite não foi vencedora, Rangel, ao ser escolhido, para não ofuscar a líder (é despachado para Bruxelas), rompeu o casulo, brilhou em toda a linha e, se não fosse a falta de ambição que ele não faz qualquer questão em ocultar, seria um futuro brilhante líder do PSD. A actual, continua a ser cinzenta!


O Bloco de Esquerda está de parabéns, graças ao poder verbal de Louça e a tarimba de Portas, conquistando votos que (quase) ultrapassavam o PCP. A escolha de Sócrates foi má. Vital Moreira tem mérito para Bruxelas mas não tem a menor apetência para lidar com as massas em comícios, mercados e passeios eleitorais. Os portugueses abanaram Sócrates, disseram-lhe que não estão nada contentes. Voltamos a falar daqui a uns meses. Melhor, anos. Entretanto, muita água vai passar por debaixo das pontes.



É tão natural destruir o que não se pode possuir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja.
(Honoré de Balzac)

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

BARACK OBAMA FAZ HISTÓRIA NO CAIRO


Não sei se metade dos americanos (os apreciadores das convenções do chá) terá recebido o discurso do seu Presidente da mesma forma como o resto do mundo o apreciou. Foi uma peça política notável e sejam quais forem as consequências directas ou indirectas que dela surjam o que Barack Hussein Obama (foi necessário transpor muitos obstáculos para que um afro-americano com o nome de Hussein fosse o escolhido para a Casa Branca) disse, ficará resgistado e anexado aos discursos que ajudaram a um mundo melhor.


É que a fragilidade deste, a complexidade, a perigosidade em que gira já não tem solução em decisões militares. Ou acabam por o destruir ou deixam-no mutilado, moribundo. O tempo, agora, é de decisões políticas. Só o diálogo pode abrir portas, ajustar mentalidades, respeitar diferenças e realidades e, em conjunto, lutar por uma vivência mais justa e menos miserável para milhões. Ainda é cedo para saber o impacto desse discurso causou mas, em diagonal damos uma ideia:


Le secrétaire général Ban Ki-moon a salué le discours du président américain, espérant qu'il permettra l'ouverture d'un «nouveau chapitre» dans les relations entre les Etats-Unis et le monde islamique.

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Le président du Parlement européen a salué le «courage et la détermination» du président américain pour sa volonté affichée de rechercher la paix au Proche-Orient. Hans-Gert Pöttering a précisé qu'il soutenait également une solution à deux Etats et a appelé Israël à coopérer. De son côté, le diplomate en chef de l'UE Javier Solana a estimé que ce discours au Caire allait «ouvrir une nouvelle page dans les relations avec le monde arabo-musulman» et pour le règlement des conflits au Proche-Orient.

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La France a de son côté salué le discours du président américain, y voyant une déclaration «majeure» tant du point de vue «symbolique» que «politique», selon le porte-parole du ministère français des Affaires étrangères, Eric Chevallier.
Ce discours indique clairement et sans détour l'engagement des Etats-Unis en faveur de la paix - en Afghanistan, au Pakistan, en Irak, dans le Moyen-Orient, ... - du droit et de la justice, avec notamment la réaffirmation de la fermeture de Guantanamo, et de la démocratie», a-t-il ajouté. «Ce sont les Etats-Unis d'Amérique avec lesquels nous sommes heureux de travailler.

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El jefe de la diplomacia europea, Javier Solana, ha descrito el discurso de Obama como “una nueva página” para Oriente Próximo y “para las relaciones con el mundo árabe y musulmán.

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El presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, ha agradecido al presidente estadounidense que hiciera referencia al proyecto de la Alianza de Civilizaciones en el discurso que ha ofrecido en la Universidad de El Cairo (Egipto) dirigido al mundo musulmán. En opinión de Zapatero, dicha mención "tiene un gran valor" y ha recordado que es el segundo "gesto" de Obama con este proyecto, puesto que acudió a la recepción que hizo el foro de la Alianza de Civilizciones en Estambul (Turquía). Además, el presidente ha asegurado que "nos deberían producir satisfacción y orgullo" un discurso en el que Obama ha puesto a Al-Andalus como ejemplo de "libertad religiosa".

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El gobierno Iraquí, a través de su portavoz, ha calificado el discurso de Obama como de “histórico” y de ir en la “buena dirección”. El portavoz ha valorado especialmente la utilización por parte del presidente de EE UU de versos del Corán en su alocución. Además, ha agradecido que Obama mantenga los plazos establecidos para devolver la completa soberanía del país al gobierno. Asimismo, ha valorado positivamente el apoyo de Obama a un estado palestino, aunque, en su opinión, “el mundo árabe espera que presione a Israel” para que ceje en las violaciones de los territorios de Gaza y Cisjordania.


***

"I am honoured to be in the timeless city of Cairo, and to be hosted by two remarkable institutions. For over a thousand years, al-Azhar has stood as a beacon of Islamic learning, and for over a century, Cairo University has been a source of Egypt"s advancement. Together, you represent the harmony between tradition and progress. I am grateful for your hospitality, and the hospitality of the people of Egypt. I am also proud to carry with me the goodwill of the American people, and a greeting of peace from Muslim communities in my country: assalaamu alaykum.
We meet at a time of tension between the United States and Muslims around the world – tension rooted in historical forces that go beyond any current policy debate. The relationship between Islam and the west includes centuries of co-existence and co-operation, but also conflict and religious wars. More recently, tension has been fed by colonialism that denied rights and opportunities to many Muslims, and a cold war in which Muslim-majority countries were too often treated as proxies without regard to their own aspirations. Moreover, the sweeping change brought by modernity and globalisation led many Muslims to view the west as hostile to the traditions of Islam.
Violent extremists have exploited these tensions in a small but potent minority of Muslims. The attacks of September 11 2001 and the continued efforts of these extremists to engage in violence against civilians has led some in my country to view Islam as inevitably hostile not only to America and western countries, but also to human rights. This has bred more fear and mistrust.


So long as our relationship is defined by our differences, we will empower those who sow hatred rather than peace, and who promote conflict rather than the co-operation that can help all of our people achieve justice and prosperity. This cycle of suspicion and discord must end.
I have come here to seek a new beginning between the United States and Muslims around the world; one based upon mutual interest and mutual respect; and one based upon the truth that America and Islam are not exclusive, and need not be in competition. Instead, they overlap, and share common principles – principles of justice and progress; tolerance and the dignity of all human beings.
I do so recognising that change cannot happen overnight. No single speech can eradicate years of mistrust, nor can I answer in the time that I have all the complex questions that brought us to this point. But I am convinced that in order to move forward, we must say openly the things we hold in our hearts, and that too often are said only behind closed doors. There must be a sustained effort to listen to each other; to learn from each other; to respect one another; and to seek common ground. As the Holy Koran tells us: "Be conscious of God and speak always the truth." That is what I will try to do – to speak the truth as best I can, humbled by the task before us, and firm in my belief that the interests we share as human beings are far more powerful than the forces that drive us apart.


Part of this conviction is rooted in my own experience. I am a Christian, but my father came from a Kenyan family that includes generations of Muslims. As a boy, I spent several years in Indonesia and heard the call of the azaan [the Muslim call to prayer] at the break of dawn and the fall of dusk. As a young man, I worked in Chicago communities where many found dignity and peace in their Muslim faith.
As a student of history, I also know civilization's debt to Islam. It was Islam – at places like al-Azhar University – that carried the light of learning through so many centuries, paving the way for Europe's Renaissance and Enlightenment. It was innovation in Muslim communities that developed the order of algebra; our magnetic compass and tools of navigation; our mastery of pens and printing; our understanding of how disease spreads and how it can be healed. Islamic culture has given us majestic arches and soaring spires; timeless poetry and cherished music; elegant calligraphy and places of peaceful contemplation. And throughout history, Islam has demonstrated through words and deeds the possibilities of religious tolerance and racial equality.
I know, too, that Islam has always been a part of America's story.



The first nation to recognise my country was Morocco. In signing the Treaty of Tripoli in 1796, our second President John Adams wrote: "The United States has in itself no character of enmity against the laws, religion or tranquillity of Muslims." And since our founding, American Muslims have enriched the United States. They have fought in our wars, served in government, stood for civil rights, started businesses, taught at our universities, excelled in our sports arenas, won Nobel prizes, built our tallest building, and lit the Olympic torch. And when the first Muslim-American was recently elected to Congress, he took the oath to defend our constitution using the same Holy Koran that one of our founding fathers – Thomas Jefferson – kept in his personal library.
So I have known Islam on three continents before coming to the region where it was first revealed. That experience guides my conviction that partnership between America and Islam must be based on what Islam is, not what it isn't. And I consider it part of my responsibility as president of the United States to fight against negative stereotypes of Islam wherever they appear.
But that same principle must apply to Muslim perceptions of America. Just as Muslims do not fit a crude stereotype, America is not the crude stereotype of a self-interested empire. The United States has been one of the greatest sources of progress that the world has ever known. We were born out of revolution against an empire. We were founded upon the ideal that all are created equal, and we have shed blood and struggled for centuries to give meaning to those words – within our borders, and around the world. We are shaped by every culture, drawn from every end of the Earth, and dedicated to a simple concept: E pluribus unum – "Out of many, one."
Much has been made of the fact that an African-American with the name Barack Hussein Obama could be elected president. But my personal story is not so unique. The dream of opportunity for all people has not come true for everyone in America, but its promise exists for all who come to our shores – that includes nearly 7 million American Muslims in our country today who enjoy incomes and education that are higher than average.


Moreover, freedom in America is indivisible from the freedom to practise one's religion. That is why there is a mosque in every state of our union, and over 1,200 mosques within our borders. That is why the US government has gone to court to protect the right of women and girls to wear the hijab, and to punish those who would deny it.
So let there be no doubt: Islam is a part of America. And I believe that America holds within her the truth that regardless of race, religion, or station in life, all of us share common aspirations – to live in peace and security; to get an education and to work with dignity; to love our families, our communities, and our God. These things we share. This is the hope of all humanity.
Of course, recognising our common humanity is only the beginning of our task. Words alone cannot meet the needs of our people. These needs will be met only if we act boldly in the years ahead; and if we understand that the challenges we face are shared, and our failure to meet them will hurt us all.
For we have learned from recent experience that when a financial system weakens in one country, prosperity is hurt everywhere. When a new flu infects one human being, all are at risk. When one nation pursues a nuclear weapon, the risk of nuclear attack rises for all nations. When violent extremists operate in one stretch of mountains, people are endangered across an ocean. And when innocents in Bosnia and Darfur are slaughtered, that is a stain on our collective conscience. That is what it means to share this world in the 21st century. That is the responsibility we have to one another as human beings.


This is a difficult responsibility to embrace. For human history has often been a record of nations and tribes subjugating one another to serve their own interests. Yet in this new age, such attitudes are self-defeating. Given our interdependence, any world order that elevates one nation or group of people over another will inevitably fail. So whatever we think of the past, we must not be prisoners of it. Our problems must be dealt with through partnership; progress must be shared.
That does not mean we should ignore sources of tension. Indeed, it suggests the opposite: we must face these tensions squarely. And so in that spirit, let me speak as clearly and plainly as I can about some specific issues that I believe we must finally confront together.
The first issue that we have to confront is violent extremism in all of its forms.
In Ankara, I made clear that America is not – and never will be – at war with Islam. We will, however, relentlessly confront violent extremists who pose a grave threat to our security. Because we reject the same thing that people of all faiths reject: the killing of innocent men, women, and children. And it is my first duty as president to protect the American people.
The situation in Afghanistan demonstrates America's goals, and our need to work together. Over seven years ago, the United States pursued al-Qaida and the Taliban with broad international support. We did not go by choice, we went because of necessity. I am aware that some question or justify the events of 9/11. But let us be clear: al-Qaida killed nearly 3,000 people on that day. The victims were innocent men, women and children from America and many other nations who had done nothing to harm anybody. And yet al-Qaida chose to ruthlessly murder these people, claimed credit for the attack, and even now states their determination to kill on a massive scale. They have affiliates in many countries and are trying to expand their reach. These are not opinions to be debated; these are facts to be dealt with.


Make no mistake: we do not want to keep our troops in Afghanistan. We seek no military bases there. It is agonising for America to lose our young men and women. It is costly and politically difficult to continue this conflict. We would gladly bring every single one of our troops home if we could be confident that there were not violent extremists in Afghanistan and Pakistan determined to kill as many Americans as they possibly can. But that is not yet the case.
That's why we're partnering with a coalition of 46 countries. And despite the costs involved, America's commitment will not weaken. Indeed, none of us should tolerate these extremists. They have killed in many countries. They have killed people of different faiths – more than any other, they have killed Muslims. Their actions are irreconcilable with the rights of human beings, the progress of nations, and with Islam. The Holy Koran teaches that whoever kills an innocent, it is as if he has killed all mankind; and whoever saves a person, it is as if he has saved all mankind. The enduring faith of over a billion people is so much bigger than the narrow hatred of a few. Islam is not part of the problem in combating violent extremism – it is an important part of promoting peace.
We also know that military power alone is not going to solve the problems in Afghanistan and Pakistan. That is why we plan to invest $1.5bn (£914m) each year over the next five years to partner with Pakistanis to build schools and hospitals, roads and businesses, and hundreds of millions to help those who have been displaced. And that is why we are providing more than $2.8bn to help Afghans develop their economy and deliver services that people depend upon.


Let me also address the issue of Iraq. Unlike Afghanistan, Iraq was a war of choice that provoked strong differences in my country and around the world. Although I believe that the Iraqi people are ultimately better off without the tyranny of Saddam Hussein, I also believe that events in Iraq have reminded America of the need to use diplomacy and build international consensus to resolve our problems whenever possible. Indeed, we can recall the words of Thomas Jefferson, who said: "I hope that our wisdom will grow with our power, and teach us that the less we use our power the greater it will be."
Today, America has a dual responsibility: to help Iraq forge a better future – and to leave Iraq to Iraqis. I have made it clear to the Iraqi people that we pursue no bases, and no claim on their territory or resources. Iraq's sovereignty is its own. That is why I ordered the removal of our combat brigades by next August. That is why we will honour our agreement with Iraq's democratically elected government to remove combat troops from Iraqi cities by July, and to remove all our troops from Iraq by 2012. We will help Iraq train its security forces and develop its economy. But we will support a secure and united Iraq as a partner, and never as a patron.
And finally, just as America can never tolerate violence by extremists, we must never alter our principles. 9/11 was an enormous trauma to our country. The fear and anger that it provoked was understandable, but in some cases, it led us to act contrary to our ideals. We are taking concrete actions to change course. I have unequivocally prohibited the use of torture by the United States, and I have ordered the prison at Guantánamo Bay closed by early next year.
So America will defend itself, respectful of the sovereignty of nations and the rule of law. And we will do so in partnership with Muslim communities which are also threatened. The sooner the extremists are isolated and unwelcome in Muslim communities, the sooner we will all be safer.
The second major source of tension that we need to discuss is the situation between Israelis, Palestinians and the Arab world.


America's strong bonds with Israel are well known. This bond is unbreakable. It is based upon cultural and historical ties, and the recognition that the aspiration for a Jewish homeland is rooted in a tragic history that cannot be denied.
Around the world, the Jewish people were persecuted for centuries, and antisemitism in Europe culminated in an unprecedented Holocaust. Tomorrow, I will visit Buchenwald, which was part of a network of camps where Jews were enslaved, tortured, shot and gassed to death by the Third Reich. Six million Jews were killed – more than the entire Jewish population of Israel today. Denying that fact is baseless, ignorant, and hateful. Threatening Israel with destruction – or repeating vile stereotypes about Jews – is deeply wrong, and only serves to evoke in the minds of Israelis this most painful of memories while preventing the peace that the people of this region deserve.
On the other hand, it is also undeniable that the Palestinian people – Muslims and Christians – have suffered in pursuit of a homeland. For more than 60 years they have endured the pain of dislocation. Many wait in refugee camps in the West Bank, Gaza, and neighbouring lands for a life of peace and security that they have never been able to lead. They endure the daily humiliations – large and small – that come with occupation. So let there be no doubt: the situation for the Palestinian people is intolerable. America will not turn our backs on the legitimate Palestinian aspiration for dignity, opportunity, and a state of their own.


For decades, there has been a stalemate: two peoples with legitimate aspirations, each with a painful history that makes compromise elusive. It is easy to point fingers – for Palestinians to point to the displacement brought by Israel's founding and for Israelis to point to the constant hostility and attacks throughout its history from within its borders as well as beyond. But if we see this conflict only from one side or the other, then we will be blind to the truth: the only resolution is for the aspirations of both sides to be met through two states, where Israelis and Palestinians each live in peace and security.
That is in Israel's interest, Palestine's interest, America's interest, and the world's interest. That is why I intend to personally pursue this outcome with all the patience that the task requires. The obligations that the parties have agreed to under the road map are clear. For peace to come, it is time for them – and all of us – to live up to our responsibilities.
Palestinians must abandon violence. Resistance through violence and killing is wrong and does not succeed. For centuries, black people in America suffered the lash of the whip as slaves and the humiliation of segregation. But it was not violence that won full and equal rights. It was a peaceful and determined insistence upon the ideals at the centre of America's founding. This same story can be told by people from South Africa to South Asia; from eastern Europe to Indonesia. It's a story with a simple truth: that violence is a dead end. It is a sign of neither courage nor power to shoot rockets at sleeping children, or to blow up old women on a bus. That is not how moral authority is claimed; that is how it is surrendered.


Now is the time for Palestinians to focus on what they can build. The Palestinian Authority must develop its capacity to govern, with institutions that serve the needs of its people. Hamas does have support among some Palestinians, but they also have responsibilities. To play a role in fulfilling Palestinian aspirations, and to unify the Palestinian people, Hamas must put an end to violence, recognise past agreements, and recognise Israel's right to exist.
At the same time, Israelis must acknowledge that just as Israel's right to exist cannot be denied, neither can Palestine's. The United States does not accept the legitimacy of continued Israeli settlements. This construction violates previous agreements and undermines efforts to achieve peace. It is time for these settlements to stop.
Israel must also live up to its obligations to ensure that Palestinians can live, and work, and develop their society. And just as it devastates Palestinian families, the continuing humanitarian crisis in Gaza does not serve Israel's security; neither does the continuing lack of opportunity in the West Bank. Progress in the daily lives of the Palestinian people must be part of a road to peace, and Israel must take concrete steps to enable such progress.
Finally, the Arab states must recognize that the Arab Peace Initiative was an important beginning, but not the end of their responsibilities. The Arab-Israeli conflict should no longer be used to distract the people of Arab nations from other problems. Instead, it must be a cause for action to help the Palestinian people develop the institutions that will sustain their state; to recognise Israel's legitimacy; and to choose progress over a self-defeating focus on the past.
America will align our policies with those who pursue peace, and say in public what we say in private to Israelis and Palestinians and Arabs. We cannot impose peace. But privately, many Muslims recognise that Israel will not go away. Likewise, many Israelis recognise the need for a Palestinian state. It is time for us to act on what everyone knows to be true.


Too many tears have flowed. Too much blood has been shed. All of us have a responsibility to work for the day when the mothers of Israelis and Palestinians can see their children grow up without fear; when the Holy Land of three great faiths is the place of peace that God intended it to be; when Jerusalem is a secure and lasting home for Jews and Christians and Muslims, and a place for all of the children of Abraham to mingle peacefully together as in the story of Isra, when Moses, Jesus, and Mohammed (peace be upon them) joined in prayer.
The third source of tension is our shared interest in the rights and responsibilities of nations on nuclear weapons.
This issue has been a source of tension between the United States and the Islamic Republic of Iran. For many years, Iran has defined itself in part by its opposition to my country, and there is indeed a tumultuous history between us. In the middle of the cold war, the United States played a role in the overthrow of a democratically elected Iranian government. Since the Islamic revolution, Iran has played a role in acts of hostage-taking and violence against US troops and civilians. This history is well known. Rather than remain trapped in the past, I have made it clear to Iran's leaders and people that my country is prepared to move forward. The question, now, is not what Iran is against, but rather what future it wants to build.
It will be hard to overcome decades of mistrust, but we will proceed with courage, rectitude and resolve. There will be many issues to discuss between our two countries, and we are willing to move forward without preconditions on the basis of mutual respect. But it is clear to all concerned that when it comes to nuclear weapons, we have reached a decisive point. This is not simply about America's interests. It is about preventing a nuclear arms race in the Middle East that could lead this region and the world down a hugely dangerous path.


I understand those who protest that some countries have weapons that others do not. No single nation should pick and choose which nations hold nuclear weapons. That is why I strongly reaffirmed America's commitment to seek a world in which no nations hold nuclear weapons. And any nation – including Iran – should have the right to access peaceful nuclear power if it complies with its responsibilities under the nuclear non-proliferation treaty. That commitment is at the core of the treaty, and it must be kept for all who fully abide by it. And I am hopeful that all countries in the region can share in this goal.
The fourth issue that I will address is democracy.
I know there has been controversy about the promotion of democracy in recent years, and much of this controversy is connected to the war in Iraq. So let me be clear: no system of government can or should be imposed upon one nation by any other.
That does not lessen my commitment, however, to governments that reflect the will of the people. Each nation gives life to this principle in its own way, grounded in the traditions of its own people. America does not presume to know what is best for everyone, just as we would not presume to pick the outcome of a peaceful election. But I do have an unyielding belief that all people yearn for certain things: the ability to speak your mind and have a say in how you are governed; confidence in the rule of law and the equal administration of justice; government that is transparent and doesn't steal from the people; the freedom to live as you choose. Those are not just American ideas, they are human rights, and that is why we will support them everywhere.
There is no straight line to realise this promise. But this much is clear: governments that protect these rights are ultimately more stable, successful and secure. Suppressing ideas never succeeds in making them go away. America respects the right of all peaceful and law-abiding voices to be heard around the world, even if we disagree with them. And we will welcome all elected, peaceful governments – provided they govern with respect for all their people.


This last point is important because there are some who advocate for democracy only when they are out of power; once in power, they are ruthless in suppressing the rights of others. No matter where it takes hold, government of the people and by the people sets a single standard for all who hold power: you must maintain your power through consent, not coercion; you must respect the rights of minorities, and participate with a spirit of tolerance and compromise; you must place the interests of your people and the legitimate workings of the political process above your party. Without these ingredients, elections alone do not make true democracy.
The fifth issue that we must address together is religious freedom.
Islam has a proud tradition of tolerance. We see it in the history of Andalusia and Cordoba during the Inquisition. I saw it first-hand as a child in Indonesia, where devout Christians worshipped freely in an overwhelmingly Muslim country. That is the spirit we need today. People in every country should be free to choose and live their faith based upon the persuasion of the mind, heart, and soul. This tolerance is essential for religion to thrive, but it is being challenged in many different ways.
Among some Muslims, there is a disturbing tendency to measure one's own faith by the rejection of another's. The richness of religious diversity must be upheld – whether it is for Maronites in Lebanon or the Copts in Egypt. And fault lines must be closed among Muslims as well, as the divisions between Sunni and Shia have led to tragic violence, particularly in Iraq.


Freedom of religion is central to the ability of peoples to live together. We must always examine the ways in which we protect it. For instance, in the United States, rules on charitable giving have made it harder for Muslims to fulfill their religious obligation. That is why I am committed to working with American Muslims to ensure that they can fulfil zakat.
Likewise, it is important for western countries to avoid impeding Muslim citizens from practising religion as they see fit– for instance, by dictating what clothes a Muslim woman should wear. We cannot disguise hostility towards any religion behind the pretence of liberalism.
Indeed, faith should bring us together. That is why we are forging service projects in America that bring together Christians, Muslims, and Jews. That is why we welcome efforts like Saudi Arabian King Abdullah's Interfaith dialogue and Turkey's leadership in the Alliance of Civilizations. Around the world, we can turn dialogue into interfaith service, so bridges between peoples lead to action– whether it is combating malaria in Africa, or providing relief after a natural disaster.
The sixth issue that I want to address is women's rights.
I know there is debate about this issue. I reject the view of some in the west that a woman who chooses to cover her hair is somehow less equal, but I do believe that a woman who is denied an education is denied equality. And it is no coincidence that countries where women are well-educated are far more likely to be prosperous.
Now let me be clear: issues of women's equality are by no means simply an issue for Islam. In Turkey, Pakistan, Bangladesh and Indonesia, we have seen Muslim-majority countries elect a woman to lead. Meanwhile, the struggle for women's equality continues in many aspects of American life, and in countries around the world.
Our daughters can contribute just as much to society as our sons, and our common prosperity will be advanced by allowing all humanity – men and women – to reach their full potential. I do not believe that women must make the same choices as men in order to be equal, and I respect those women who choose to live their lives in traditional roles. But it should be their choice. That is why the United States will partner with any Muslim-majority country to support expanded literacy for girls, and to help young women pursue employment through micro-financing that helps people live their dreams.


Finally, I want to discuss economic development and opportunity.
I know that for many, the face of globalisation is contradictory. The internet and television can bring knowledge and information, but also offensive sexuality and mindless violence. Trade can bring new wealth and opportunities, but also huge disruptions and changing communities. In all nations – including my own – this change can bring fear. Fear that because of modernity we will lose of control over our economic choices, our politics, and most importantly our identities – those things we most cherish about our communities, our families, our traditions, and our faith.
But I also know that human progress cannot be denied. There need not be contradiction between development and tradition. Countries like Japan and South Korea grew their economies while maintaining distinct cultures. The same is true for the astonishing progress within Muslim-majority countries from Kuala Lumpur to Dubai. In ancient times and in our times, Muslim communities have been at the forefront of innovation and education.
This is important because no development strategy can be based only upon what comes out of the ground, nor can it be sustained while young people are out of work. Many Gulf States have enjoyed great wealth as a consequence of oil, and some are beginning to focus it on broader development. But all of us must recognise that education and innovation will be the currency of the 21st century, and in too many Muslim communities there remains underinvestment in these areas. I am emphasising such investments within my country. And while America in the past has focused on oil and gas in this part of the world, we now seek a broader engagement.


On education, we will expand exchange programmes, and increase scholarships, like the one that brought my father to America, while encouraging more Americans to study in Muslim communities. And we will match promising Muslim students with internships in America; invest in online learning for teachers and children around the world; and create a new online network, so a teenager in Kansas can communicate instantly with a teenager in Cairo.
On economic development, we will create a new corps of business volunteers to partner with counterparts in Muslim-majority countries. And I will host a summit on entrepreneurship this year to identify how we can deepen ties between business leaders, foundations and social entrepreneurs in the United States and Muslim communities around the world.
On science and technology, we will launch a new fund to support technological development in Muslim-majority countries, and to help transfer ideas to the marketplace so they can create jobs. We will open centres of scientific excellence in Africa, the Middle East and south-east Asia, and appoint new science envoys to collaborate on programmes that develop new sources of energy, create green jobs, digitise records, clean wate and grow new crops. And today I am announcing a new global effort with the Organisation of the Islamic Conference to eradicate polio. And we will also expand partnerships with Muslim communities to promote child and maternal health.
All these things must be done in partnership. Americans are ready to join with citizens and governments; community organisations, religious leaders, and businesses in Muslim communities around the world to help our people pursue a better life.
The issues that I have described will not be easy to address. But we have a responsibility to join together on behalf of the world we seek – a world where extremists no longer threaten our people, and American troops have come home; a world where Israelis and Palestinians are each secure in a state of their own, and nuclear energy is used for peaceful purposes; a world where governments serve their citizens, and the rights of all God's children are respected. Those are mutual interests.



That is the world we seek. But we can only achieve it together.
I know there are many – Muslim and non-Muslim – who question whether we can forge this new beginning. Some are eager to stoke the flames of division, and to stand in the way of progress. Some suggest that it isn't worth the effort – that we are fated to disagree, and civilisations are doomed to clash. Many more are simply skeptical that real change can occur. There is so much fear, so much mistrust. But if we choose to be bound by the past, we will never move forward. And I want to particularly say this to young people of every faith, in every country – you, more than anyone, have the ability to remake this world.
All of us share this world for but a brief moment in time. The question is whether we spend that time focused on what pushes us apart, or whether we commit ourselves to an effort – a sustained effort _ to find common ground, to focus on the future we seek for our children, and to respect the dignity of all human beings.
It is easier to start wars than to end them. It is easier to blame others than to look inward; to see what is different about someone than to find the things we share. But we should choose the right path, not just the easy path. There is also one rule that lies at the heart of every religion – that we do unto others as we would have them do unto us. This truth transcends nations and peoples – a belief that isn't new; that isn't black or white or brown; that isn't Christian, or Muslim or Jew. It's a belief that pulsed in the cradle of civilisation, and that still beats in the heart of billions. It's a faith in other people, and it's what brought me here today.
We have the power to make the world we seek, but only if we have the courage to make a new beginning, keeping in mind what has been written.
The Holy Koran tells u: "O mankind! We have created you male and a female; and we have made you into nations and tribes so that you may know one another."
The Talmud tells us: "The whole of the Torah is for the purpose of promoting peace."
The Holy Bible tells us: "Blessed are the peacemakers, for they shall be called sons of God."
The people of the world can live together in peace. We know that is God's vision. Now, that must be our work here on Earth. Thank you. And may God's peace be upon you".
*

Não perguntes o que a tua pátria pode fazer por ti. Pergunta o que tu podes fazer por ela
(John Kennedy
)

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terça-feira, 2 de junho de 2009

AMÁLIA HOJE- UM PROJECTO INSPIRADO


Uma foto de Hans Peter que fixou os The Gift que dão vida a um projecto marcante Amália Hoje, uma produção de Nuno Gonçalves. Fernando Ribeiro, Paulo Praça e Sónia Tavares, são as vozes. A Gaivota é um tema que apetece ouvir neste silêncio morno que o manto da madrugada já espalhou.


http://www.youtube.com/watch?v=BgQeJ6BqRLI




Os impérios do futuro são os impérios da mente
(Sir Winston Churchill)


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segunda-feira, 1 de junho de 2009

SUSAN BOYLE PODE CONTINUAR A SONHAR



Recordo-me de ter visto o vídeo de Susan Boyle, na primeira apresentação frente ao júri do conhecido programa inglês, Britain's Got Talent, que ao dar oportunidade a novos talentos tem feito descobertas de excelentes valores, premiados com a vitória final. Parecia ser o caso de Susan. Parecia, mas não foi! O talento já ninguém lho tira, foi uma preciosa candidata e conseguiu a proeza de quase congestionar o YouTube, tal foi o número de visitantes. Cem milhões! Na semi-final, desafinou. Na final, com 20 milhões de espectadores -duas vezes a população portuguesa- encantou, mas a vitória não foi para ela já que foi entregue a um grupo de dança, Diversity, composto por 10 jovens elementos.


A inesperada e poderosa pressão da fama traiu Susan que de voz segura, forte, melodiosa, plena de cambiantes, se apresentou na final com uma certa inquietude e mesmo fragilidade. Diria mesmo, exausta. Diz-se (agora) que as mudanças de visual, dinâmicas diárias diferentes, popularidade (já foi ao programa da Opra -o melhor programa televisivo do século XX, eleito pela revista Time, em 1998. Em 2002, a TV Guide, incluiu-o no grupo dos 50 melhores de todo os tempos), agitaram-na e parece que a levaram a tomar atitudes um pouco bruscas (tem mau feitio, diz quem a conhece).


O sonho de Susan deve continuar, já que era antigo no tempo. A sua vida não será mais a mesma. À sua frente está uma estrada bifurcada: ou opta por manter o ritmo normal de uma existência sem brilho ou tenta os caminhos da fama e, apesar da popularidade e dos contratos milionários já assinados, incluindo digressões pelos EUA e Reino Unido, não vai ser fácil. Contra si tem, curiosamente, uma desmesurada fama que, em minutos, a tirou do anonimato para a fama globalizada. E, isso, tem o seu preço.


http://www.youtube.com/watch?v=b2xiAQCTy2E


A possibilidade de realizarmos um sonho é o que torna a nossa vida interessante
(Paulo Coelho)

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