O FUTURO A RENASCER NA PÉROLA DO ATLÂNTICO

A Pérola do Atlântico foi ferida (duramente) pela asa da Natureza. O que era, deixou de ser. O que estava, deixou de estar. Onde havia cor ficou castanho. Onde corria água quedaram-se pedras amontoadas ocultando vidas, casas, carros. O esplendor da ilha foi ofuscado mas a grande onda de solidariedade agigantou-se e mais de duas mil pessoas, diariamente, só no Funchal, estão a reerguer dos escombros -num ritmo impressionante- a vontade indómita de voltar a olhar a sua Princesa do Atlântico. Quem partiu passa agora a viver nos corações, nas lembranças, nas lágrimas vertidas. Na dor muito sofrida. O que foi, passou. Marcou uma fronteira entre o hoje e o futuro. O passado está lá espalhado pelo Atlântico, não adianta olhar para trás. O futuro está ali expresso na foto, na força das mãos que se uniram para vencer obstáculos tremendos que só a força arrancada à Alma conseguiu vencer. Está nas palavras de Alberto João Jardim: ...esta tragédia levou o passado, a partir de hoje é um recomeço, um renascer. É um tempo novo...
A Madeira voltará, em breve, a ter o ar saudável que revigorava, a beleza tocante das suas paisagens, o exótico da flores e a grandeza das suas árvores, que desde sempre encantaram personalidades: imperatrizes Leopoldina e Isabel (Sissi), a Rainha Adelaide de Inglaterra, os Habsburgos, D. Carlos e Rainha Dona Maria Amélia, Sacadura Cabral, Gago Coutinho e Ortins Bettencourt, Winston Churchill, Rei Carlos Gustavo e a Rainha Sílvia da Suécia. O príncipe Alberto do Mónaco, e a irmã Stéphanie, Papa João Paulo II, Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva. Os Reis de Espanha, Juan Carlos e D. Sofia, Margaret Thacher, Duques de Bragança, D. Duarte e D. Isabel, apenas alguns nomes ao acaso para recordarmos o prestígio desta ilha que em breve voltará a resplandecer. A primeira prova de fogo (pensando nos efeitos da tragédia no turismo internacional) será na Festa da Flor (17 e 18 de Abril). Seria bom, se aqui do Continente uma presença em força fosse in loco dizer: irmãos, estamos aqui!
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